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Deficiência auditiva acomete 70% dos idosos no Brasil

27 Set 2006 - 14h00
Pesquisas científicas recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete em torno de 70 % dos idosos (pelo menos 10 milhões de pessoas) em nosso País. Os dados são da Sociedade Brasileira de Otologia que lança hoje (27 de setembro) a Campanha Nacional da Saúde Auditiva, com o foco para a terceira idade.

As necessidades específicas de reabilitação auditiva já estão se tornando uma questão de saúde pública, explica o presidente da Sociedade, Dr. Luiz Carlos Alves de Souza. Ele diz que a surdez no idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social e por isso a segunda edição da Campanha será para a saúde auditiva após os 65 anos de idade, que interfere diretamente na qualidade de vida dessas pessoas.

Em Dourados, a Campanha será realizada em novembro, na praça Antônio João, com data ainda a ser definida. Segundo a coordenadora da Campanha, Fonoaudióloga Simone Espinosa, a idéia é fazer com que idosos e familiares participem desse processo de conscientização para que os efeitos negativos da deficiência auditiva sejam cada vez menores.

Ela explica que assim como há o envelhecimento da visão, com a idade, a pessoa passa também a ouvir menos. "É natural usarmos óculos para poder amplificar as imagens. Também é natural usarmos os aparelhos de amplificação sonora ou outros equipamentos auxiliares para a audição, sem nenhum preconceito, como forma de minimizar os efeitos falta de audição".

De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso, sem contar que muitas vezes a deficiência auditiva pode ser acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais o bem estar do indivíduo. Em alguns casos, por ação de agentes agravantes como a exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos ou herança genética, a diminuição da audição na terceira idade torna-se extremamente comprometedora.

A Fonoaudióloga lembra que uma importante barreira social precisa ser transposta, definitivamente, para melhorar a qualidade de vida do deficiente auditivo. "Há um preconceito muito grande em relação ao uso dos aparelhos auditivos e falta informação sobre os avanços tecnológicos na área. As pessoas têm que estar conscientes de que o uso do aparelho não diminui ninguém. A audição é muito importante nas nossas relações, não só familiares, mas sociais e profissionais. A perda da audição muda o perfil psicológico do indivíduo".

É muito comum aos familiares descreverem o idoso portador de deficiência auditiva como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e, injustamente, senil, no sentido degenerativo da palavra. A Sociedade Brasileira de Otologia alerta que o aumento da pressão imposta para ser bem sucedido na compreensão da mensagem gera ansiedade e aumenta a probabilidade de falhar nesta tarefa.
 
 
 
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