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Decisão do Mapa favorece MS no leilão de milho da Conab

12 Jun 2010 - 10h39

No próximo leilão de milho realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso do Sul terá dois valores de prêmios distintos a serem oferecidos pelo Governo Federal aos compradores do cereal. A divisão do Estado em duas áreas, respeitando a logística necessária para a exportação do produto, atende a uma demanda da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), visando melhorar o resultado dos leilões realizados no Estado.

A divisão do Estado a ser observada no próximo leilão respeita a distância dos municípios em relação aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), ficando denominada em Região 1 e Região 2. A demanda de diferenciar a oferta de incentivo foi entregue pela Famasul, juntamente com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) ao Ministro da Agricultura (Mapa), Wagner Rossi, assim que houve a divulgação dos resultados do primeiro leilão, quando MS comercializou menos de 13 mil toneladas de milho, das 80 disponibilizadas no certame.

Além da divisão, a solicitação da Famasul ao Mapa previa um aumento no prêmio - fixado nos leilões anteriores em R$ 4,62 por saca de 60 quilos – de R$ 1,50 para a Região 1 e de R$ 1 para a Região 2. Porém, o pedido foi atendido somente para a Região 2 do Estado, elevando o valor do prêmio oferecido aos compradores para R$ 5,62. Nos municípios da Região 1 será mantido o mesmo valor praticado anteriormente.

Confiando que o incentivo será oferecido também para a Região 1, a Famasul voltará a interceder junto ao Ministério visando elevar o prêmio para R$ 6,12 por saca. “Acredito que a correção nos valores vai ser estendida aos demais municípios, até por questões de logística de escoamento”, adianta o presidente da Famasul, Eduardo Riedel. O operador de bolsa da Granos Corretora, Carlos Ronaldo Davalo, avalia a elevação do prêmio em apenas parte do Estado como um descuido e também confia que isso será revertido. “Já falamos com a Conab de Brasília, solicitando alteração”, adianta, ressaltando que possíveis mudanças não afetarão o próximo leilão, marcado para o dia 17.

Além da melhora do prêmio, a flexibilização proposta pelo Governo do Estado, que se propôs a praticar a equivalência de 40% de produto tributado para a comercialização nos leilões da Conab, também alimenta a expectativa de que o resultado do terceiro leilão de milho via PEP do ano traga melhores resultados do que os anteriores. A equivalência significa o percentual sobre o qual será cobrado o imposto sobre o milho leiloado. Nos leilões anteriores, das 80 mil toneladas ofertadas, 13 mil foram vendidas no primeiro certame e 55 mil no segundo.

O leilão de milho é motivado pela necessidade de abrir espaço nos armazéns da Conab para estocagem do milho safrinha. Para Mato Grosso do Sul, a previsão da Companhia é de que sejam colhidos 2,7 milhões de toneladas do produto. A expectativa dos produtores é de que um milhão de toneladas sejam leiloadas. Em âmbito nacional, o Governo Federal prevê retirar do mercado 12 milhões de toneladas de milho por meio de leilão via PEP, visando equilibrar os elos da cadeia produtiva. Além do dia 17, serão realizados mais 10 leilões de milho ao longo do ano.

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