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Data em homenagem aos estudantes completa 79 anos hoje

11 Ago 2006 - 09h15
Em Mato Grosso do Sul eles correspondem a cerca de 31% do total da população e, assim como descritos na composição de Milton Nascimento e Wagner Tiso (Coração de Estudante) resguardam os sonhos e poder de mudar o mundo, sejam eles ainda crianças ou até mesmo avós. O ofício ‘ser estudante’ requer responsabilidade, sem perder o significado da amizade e da partilha do conhecimento.

O reconhecimento a essa parcela da população foi instituído há 79 anos. Hoje, dia 11 de agosto, é comemorado o Dia do Estudante. A época marcava o centenário da data de criação dos dois primeiros cursos de Direito no País, um em São Paulo (SP) e o outro em Olinda (PE), em 1827. De lá pra cá, a Educação ganhou mais força por ser o referencial do desenvolvimento do País. Hoje, ela é garantida a todos, sejam crianças, adultos, com necessidades especiais, indígenas ou moradores do campo.

A aposentada Ita Ferreira da Silva, 63, é um exemplo de que não há idade para começar o aprendizado. “Eu não sabia ler, nem escrever, quando surgiu a oportunidade eu me inscrevi”. No ano passado ela entrou para o programa Brasil Alfabetizado Mova-MS Alfabetizado, e conseguiu, em oito meses, o certificado de alfabetização. “Eu fiz por birra mesmo, tinha vizinhos que diziam: ‘como uma idosa pode voltar para a escola?’. Hoje já sei ler e escrever, e quero aprender mais”, relembra.

A leitura e a escrita abriram as portas para Ita desvendar o conhecimento impresso nos livros, além de despertar o desejo pelo saber e por uma formação profissional. Este ano, ela está matriculada no projeto Tecendo o Saber, que oferece, pela modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), o ensino de 1ª a 4ª série. “Estou aprendendo bastante, a professora é bastante paciente. É gostoso a gente saber das coisas”, aponta. A moradora do bairro Cidade Morena, ao sul da Capital, tem pretensões de cursar uma faculdade. “Quero fazer Direito, acho bonito ser uma advogada”, afirma.

O sonho de Ita é tão possível quanto o de quem ainda tem a força da juventude nas mãos, e quer realizar seus sonhos através da Educação. Aos 12 anos, Melina da Silva, já pensa em cursar medicina veterinária. A estudante da escola estadual Profª Alice Nunes Zampiere, de Campo Grande, é uma exímia atleta. Diante do tabuleiro com reis, rainhas e cavalos, ela prova a agilidade e habilidade no raciocínio. “Aprendi xadrez na 4ª série. Eu comecei porque minha irmã estava mal em matemática e aí eu a acompanhei. Tanto ela como eu estamos bem na disciplina agora. O xadrez ajuda fazer as contas mais rapidamente”, conta.

Ela e a irmã gêmea, Mariana, juntamente com a colega Talita Araújo, formam hoje a equipe de enxadristas da escola. A aluna contabiliza oito medalhas e cinco troféus, disputados em campeonatos estaduais e na Capital. De um instrumento de aprendizado, o xadrez tornou-se uma atividade esportiva de integração – com ele foi possível que as estudantes conhecessem outros alunos e socializassem o conhecimento.
 
 
APn

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