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Brasil

Da cela, presidiários contratam prostitutas pelo celular

12 Dez 2006 - 07h36
Autoridades de segurança admitem que o telefone celular nas mãos de presos oferece, em alguns casos, mais risco do que uma arma de fogo. É por celular que o detento, de dentro da prisão, comanda crimes e articula sua quadrilha para agir nas ruas. Mas o celular serve para a contratação de prostitutas.

"Lá dentro eles combinam tudo e acertam com a agenciadora ou com a gente por celular", disse uma garota de programa que faz programa em casas penais da região de Presidente Prudente, que pediu para não se identificar. Ela disse que já fez várias visitas a presídios. A última, segundo informou, foi em outubro, em um presídio da região. Cobrou R$ 300 pelo programa.

Ela reconhece a facilidade de ingressar na unidade. "É muito simples. Basta acertar com o cara (preso) lá dentro, que inclui a gente no rol de visitas. Daí é só providenciar os documentos e está liberado." Ela disse que não pretende mais ¿encarar uma dessas". "Apesar de financeiramente ser legal, é muito risco. Tem muito HIV. A gente nunca sabe o que encontra lá. Além do mais, tem que passar por toda aquela humilhação da revista, não dá não", disse.

Outra garota afirma que assume o risco por causa da vantagem financeira. "Dependendo de quantos clientes conseguir, numa visita dessas a gente ganha quase o que ganharia numa semana", disse. Ela afirma que, há dois anos, chegou a fazer quatro programas numa tarde de sábado na prisão. Teria cobrado, na época, R$ 450. "Mas tem história de menina que teve cinco encontros lá dentro", afirmou.

Medo
Outra mulher, que trabalha como prostituta e que foi casada com um detento que cumpriu quatro anos numa penitenciária da região, revelou conhecer muita gente que faz programas, apesar de nunca ter feito dentro de casas penais. Paulistana, ela foi morar na região para ficar próxima do marido, transferido para uma unidade do oeste paulista. "Quando ia lá, não me sentia bem nem nas visitas íntimas", disse.

 

 

Terra Redação

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