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Brasil

Custo de prevenção da aids seria três vezes maior em 2031

3 Nov 2009 - 08h39Por Folha Online

Quando a epidemia da Aids completar meio século em 2031, a despesa em tratamentos nos países em vias de desenvolvimento será de cerca de US$ 35 bilhões, o triplo do custo atual, indicaram especialistas nesta terça-feira (3).

O economista Robert Hecht e uma equipe de pesquisadores publicaram os estudos sobre saúde e economia elaborados em 14 países em desenvolvimento na última edição da revista "Health Affairs", produzida pela fundação People-to-People Health.

"Encaramos uma crise enorme", disse Hecht, diretor do Instituto Resultados para o Desenvolvimento, com sede em Washington.

"Mas temos uma oportunidade e uma obrigação de mitigar esta crise tomando agora as decisões sobre política pública difíceis mas necessárias", observou.

Os pesquisadores sustentam que mediante investimentos em esforços de prevenção e tratamentos eficientes, os Governos poderiam cortar em mais da metade o custo de combater a pandemia causada pelo Vírus de Imunodeficiência Adquirida (HIV).

"Para o ano 2031 os fundos necessários para o tratamento da Aids nos países em desenvolvimento poderia chegar à US$ 35 bilhões anuais, três vezes mais que o nível atual", aponta o artigo.

"Mesmo assim, a cada ano, haverá mais de um milhão de pessoas infectadas", acrescentou. "Atualmente há no mundo cerca 33 milhões de pessoas infectadas pelo HIV".

Se não houver mudanças nas campanhas de prevenção na África, "haverá mais de 10 milhões de pessoas sob tratamento em 2031, comparado com os 4 milhões agora", segundo estes estudos.

Os autores também exortaram às nações com renda média, incluindo Brasil, China, Índia e África do Sul, a que "se façam cargo de parte do custo do tratamento e prevenção do HIV a fim de liberar fundos para os países mais pobres, cujas economias serão terrivelmente afetadas pela doença".

Outro artigo na mesma publicação insta aos Governos e às autoridades sanitárias que passem de uma "resposta de emergência" a programas mais estruturados e de longo prazo para fazer frente à epidemia de Aids.

"A resposta de emergência é adequada para um terremoto, mas é um esbanjamento ineficaz para uma epidemia que está conosco por mais de 25 anos", escreveu Stefano Bertozz, diretor de HIV na Fundação Bill e Melinda Gates.

O que se necessita, acrescentou Bertozzi, são programas de prevenção que realizem intervenções de longo prazo "desenhadas para a mudança das causas sociais fundamentais da transmissão do HIV".

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas de EUA, enfatizou que deve incrementar-se o financiamento global "para uma forte agenda de pesquisa que inclua desde vacinas a novas modalidades de prevenção".

Em sua opinião, as contribuições dos países ricos e de renda média "até agora foram limitadas".

Entre os novos enfoques e tecnologias que recomenda o artigo de Hetch está a circuncisão que, segundo o especialista, "demonstrou ser uma medida eficaz de prevenção" do contágio contra o vírus HIV.

Segundo Hecht "o impacto do uso de preservativo e os compostos microbicidas é modesto, limitado" na prevenção da infecção, mas mesmo assim ambos métodos profiláticos são recomendáveis.

"Embora a profilaxia prévia à exposição talvez não mude muito o panorama da Aids globalmente, pode ser importante em países tais como o México, onde a epidemia se concentra entre homens que têm relações sexuais com homens e os usuários de drogas injetáveis", acrescentou.

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