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Brasil

Curto-circuito pode ter causado fogo no Paraguai

5 Ago 2004 - 14h31
O presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, disse hoje que o incêndio em um supermercado de Assunção, que deixou ao menos 440 mortos, pode ter sido provocado por um curto-circuito no edifício, que não contava com sistemas de emergência adequados.

"Os primeiros dados dizem que provavelmente foi um curto-circuito que gerou o pavoroso incêndio", disse o presidente, depois de visitar o local da tragédia, ocorrida no domingo, em um bairro na periferia da capital. "Há outros fatores, além do fogo, que provocaram as mortes... (as portas) estavam fechadas mesmo aqui no subsolo (...), gerando uma grande quantidade de vítimas, e todo o sistema de saída de pessoas não fazia jus ao tamanho do lugar, que reunia muita gente", acrescentou.

Relatos preliminares da promotoria indicam que o estabelecimento, construído há três anos, não contava com saídas de emergência apropriadas. O promotor Edgar Sánchez disse a jornalistas que o local era "uma caixa com dois buraquinhos".

A quantidade de mortos no acidente foi muito maior porque, segundo denúncias de sobreviventes, os seguranças do lugar fecharam as portas, impedindo que clientes e funcionários escapassem. O proprietário do supermercado, seu filho e quatro seguranças foram acusados por homicídio doloso e estão presos, enquanto outro acionista da empresa está sendo mantido em prisão domiciliar por omissão.

A prefeitura de Assunção disse que, por falta de infra-estrutura e de pessoal, fiscalizou nos últimos três anos apenas 1,2 mil dos 5 mil estabelecimentos comerciais com registro municipal. "Começamos pelos mais antigos, que são os menos preparados. Foram verificados dez supermercados e, lamentavelmente, esse não o foi", disse a jornalistas o prefeito de Assunção, Enrique Riera.

No momento do incêndio, mais de mil pessoas estavam no local fazendo compras ou almoçando. "A insegurança não está apenas nas ruas. Está nessa gente com grandes interesses econômicos que negocia com as autoridades, que constrói esse tipo de instalação que funciona como uma bomba-relógio", disse Liz Torres, uma das sobreviventes da tragédia. O incêndio deixou também pelo menos 500 feridos. Outras 135 pessoas ainda estão desaparecidas.

 

 

TERRA

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