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Crise mundial não afetou desconcentração de crédito no país

22 Set 2010 - 14h27Por Agência Brasil

A crise financeira internacional não interferiu no processo de desconcentração do crédito que já estava em andamento no Brasil desde 2004, quando começou a explosão creditícia.

Essa é uma das conclusões do estudo dos economistas Adriana Inhudes, Pedro Quaresma e Gilberto Borça Júnior, da área de Pesquisas Econômicas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estudo foi divulgado esta semana.

“Apesar da crise, o processo de desconcentração continuou em curso, boa parte devido à atuação dos bancos públicos nesse momento”, disse Adriana Inhudes.

Ela acrescentou que o segmento mais beneficiado, em razão da entrada dos bancos públicos no processo de concessão de crédito, em especial o BNDES, foi o de pessoa jurídica.

Segundo os economistas, do montante de crédito que foi acrescido ao saldo de operações depois da crise, entre setembro de 2008 e dezembro de 2009, 74% foram fornecidos pelos bancos públicos.

O BNDES respondeu por 37,4% desse total, enquanto os demais bancos públicos contribuíram com 36,6%.

Pedro Quaresma disse que, ao contrário do que ocorreu em outros países, não houve retenção do crédito no Brasil devido à crise.

“Ter bancos públicos em momentos de crise, isto é, a ação anticíclica do Estado, faz com que aquilo que está acontecendo continue ocorrendo na mesma trajetória.

Essa é a vantagem”. Ao contrário do que se esperava, o crédito não se retraiu nem parou.

“E a ação anticíclica dos bancos públicos fez com que esse processo de desconcentração não fosse interrompido”, insistiu Adriana.

O estudo mostra quem após a crise, o maior aumento de crédito para pessoas jurídicas no país ocorreu na Região Nordeste, que cresceu acima da média.

A ação dos bancos públicos na área de crédito foi mais agressiva no Nordeste brasileiro, diz a pesquisa.

“Enquanto o crescimento acumulado do crédito via bancos públicos entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 atingiu 50%, na Região Nordeste esse percentual foi de 77%”, assegura o estudo.

Em 2004, o Norte e o Nordeste respondiam por 9,6% e 3,3%, respectivamente, do mercado total de crédito brasileiro.

Embora ainda houvesse uma forte concentração do crédito no Sudeste do país, o Norte e o Nordeste ampliaram suas participações relativas no mercado creditício, diz a pesquisa.

Apesar de mostrarem uma participação reduzida em 2009, de 15,1% do mercado, essas duas regiões apresentaram os maiores ganhos, mantendo uma trajetória crescente no mercado de crédito bancário ao longo dos últimos cinco anos.

De acordo com o estudo do BNDES, a Região Norte subiu de 3,3% para 3,6% a participação no crédito total, o que significa um aumento de 10%. Por outro lado, a região Nordeste passou de 9,6% para 11,5%, o que representa um crescimento de 20%.

Em relação ao PIB, o Norte dobrou sua participação no período de 2004 a 2009, evoluindo de 0,8% para 1,6%. No Nordeste, a expansão foi de 2,5% do PIB para 5,2%.

Considerando-se as operações de crédito para pessoas jurídicas, o aumento observado no país entre 2005 e 2009 atingiu 18,5%. A Região Nordeste superou a média nacional, com crescimento médio de 22,4%.

Adriana ressaltou, porém, que em 2010, os bancos privados já passam a assumir uma fatia do mercado que detinham antes. “E a participação dos bancos públicos vem caindo um pouco”.

O estudo revela ainda que a relação crédito/Produto Interno Bruto (PIB) evoluiu de 25,7% em 2004 para 45% no fim de 2009.

Os desembolsos efetuados pelo BNDES cresceram 189,3% entre 2008 e 2009 para a Região Nordeste.

Houve expansão significativa também no período nas liberações para o Norte, de 126,5%.

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