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Crescem transplantes no Brasil e também em Mato Grosso do Sul

24 Fev 2010 - 15h44Por Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) anunciaram recorde de doações e aumento de 5% no total de cirurgias realizadas entre 2008 e 2009 no Brasil.

 

 

Os dados revelam que o total de investimentos no setor de transplantes no País teve salto de 343% entre 2002 e o ano passado. Somente em 2009 foram investidos R$ 990,51 milhões em comparação aos R$ 285,94 milhões aplicados em 2002.

 

 

O processo contínuo de organização do sistema, cursos de capacitação oferecidos aos profissionais e a forma de financiamento são alguns dos pontos considerados importantes para o êxito dos trabalhos.   

 

        

 

Em relação às doações, o Brasil registrou no ano passado número recorde de doadores de órgãos. Em número absolutos, foram 1.658, ou 8,7 doadores por milhão da população. Isso representa um crescimento de 26% em relação ao ano anterior (7,2 ppm), quando foram apurados 1.317 doadores.

 

 

Sobre os transplantes realizados no País, incluindo córneas e medula, houve um crescimento de 5%. A produção em 2008 foi de 19.307 e, em 2009, a quantidade de transplantados chegou a 20.253.

 

 

O carro-chefe deste crescimento foram os transplantes de rim por doadores falecidos. A quantidade passou de 2.018 em 2008, para 2.532 em 2009, o que representa um aumento de 25,47%. Os transplantes de fígado de pessoas falecidas também apresentaram destaque neste último balanço. A quantidade de pacientes transplantados a partir de fígado de doador falecido cresceu 15,7%. Em 2008, foram realizados 1.048 transplantes desta natureza, já em 2009 a quantidade foi de 1.201.

 

 

Em se tratando de transplantes de medula, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de doadores tornando-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo. O País fica atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). De 12 mil doadores em 2000, 40 mil, em 2003, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) evoluiu para mais de 1,3 milhão de doadores inscritos. Dos transplantes de medula realizados em 2000, apenas 10% dos doadores foram brasileiros localizados no Redome. Em 2009, esse percentual passou para 70%.

 

 

O crescimento de transplantes de medula entre 2008 e 2009 foi de 4,93%. Em 2008, foram realizados 1.459 transplantes deste gênero. O número em 2009 atingiu 1.531. Os transplantes de córneas (tecidos) apresentaram leve queda de 1,76% neste último balanço. Em 2008, foram realizados 12.951 contra 12.723 em 2009.

 

 

Mato Grosso do Sul

 

 

No Estado, no ano passado, 204 famílias autorizaram a doação de órgãos de entes queridos à Central Estadual de Transplantes (CET). Os órgãos foram provenientes de pacientes por morte encefálica ou por parada cardiorespiratória.

 

 

Agora, sobre os transplantes realizados em Mato Grosso do Sul no ano de 2008, chegaram a 223, sendo 173 de córneas, 49 de rim, um de músculo esquelético e nenhum de coração. Já no ano passado o índice geral teve uma leve queda, totalizando 202 transplantes. Desse total, porém, houve um aumento de 3,88% em relação a doações de córneas com 180 e de 87,5% tratando-se de músculo esquelético, com a realização de oito transplantes. Uma pequena queda de 28,57% ocorreu nos transplantes de rim - aconteceram somente 14 transplantes do órgão, em relação a transplantes do coração  -, assim como em 2008, em 2009 não foi realizado nenhum transplante.

 

 

O Estado possui 19 equipes médicas preparadas para realizar transplantes de coração, rim, córneas e músculo esquelético.

 

 

Doação

 

 

Para ser um doador a pessoa precisa apenas informar a família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte do doador.

 

 

A doação de órgãos é um ato pelo qual o doador manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação de morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

 

 

Uma pessoa pode doar vários órgãos e tecidos como: córneas, coração, pulmão, rim, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea, pele e valvas cardíacas.

 

 

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