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Cresce plantação de cana e cai criação de gado em todo o país

23 Nov 2009 - 13h38Por MS Notícias
Plantio da cana-de-açúcar avançou sobre as áreas de pastagem; economista da USP lamenta que região dependa de um só produto.
A perda de espaço da pecuária para o plantio da cana-de-açúcar na região de Ribeirão fez o rebanho diminuir pela metade em 30 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados mais recentes da produção pecuária, divulgados ontem pelo instituto, revelam que nas 89 cidades da região de Ribeirão existiam 828,7 mil cabeças de gado em 2008. O número corresponde a 7,4% da produção pecuária do Estado.

Trinta anos antes, em 1978, a região tinha o dobro: 1,657 milhão de animais, o que representava 14,2% da pecuária estadual. No período de três décadas, a cidade de Barretos, maior produtora na região, perdeu 64% de seu rebanho.

No mesmo período, o número de cabeças cresceu 89,2% no país. O Brasil tinha 202,287 milhões de animais, em 2008.

Nos últimos anos o recuo da atividade pecuária na região tem se intensificado graças ao arrendamento de áreas de pastagens para o plantio de cana. Somente entre 2007 e 2008, a produção pecuária recuou 7,4% nas 89 cidades da região.

Para o economista Alberto Borges Matias, da USP, a mudança do perfil econômico da região é irreversível. Segundo ele, o setor sucroalcooleiro tem expectativa de crescer nos próximos anos e tomar ainda mais espaço. "A pecuária deve desaparecer, migrando totalmente para outros Estados."

O problema, segundo o economista, é que a região passa cada vez mais a depender de uma única cultura agrícola. Isso, diz, deixa a economia atrelada à oscilação de preços do único produto explorado.

O presidente do Sindicato Rural de Cajuru, Walter Batista da Silva, também disse que vê como prejuízo para a região a perda de espaço da pecuária. Cajuru foi a cidade da região que perdeu o maior número de cabeças em 2008: 11.298 animais ou 33,8% do total.

Silva disse que, se as áreas arrendadas para a cana forem devolvidas, os antigos pecuaristas não terão dinheiro para reestruturar as propriedades. "Tiraram cercas, piquetes, pastagens, tudo", afirmou.

Apesar dos números negativos, há exceções, como São Carlos, onde a pecuária cresceu 22,5% em 2008. Com 41.680 animais, a cidade passou a ser a segunda do ranking regional de criação de gado.

Um dos exemplos de atividade bem-sucedida no setor é o da Agropecuária Leopoldino, que possui 1.500 cabeças de gado na Fazenda Canaã, entre os distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia. Na fazenda, se cria gado para abate, mas o foco são os investimentos em melhoria genética da raça brahman.

"Quando se produz com qualidade, há clientela", disse o engenheiro agrônomo José Clibas Geribello Macedo, do Grupo Bandeirantes, que controla a Leopoldino. O grupo também tem fazendas no Mato Grosso, onde possui 35.000 cabeças.

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