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Crédito imobiliário deve dobrar nos próximos anos, diz especialista

15 Mai 2007 - 13h00
O superintendente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira, participou nesta segunda-feira (14) de chat do G1 e tirou dúvidas dos leitores sobre o financiamento da casa própria.

O especialista ressaltou que nunca tanto dinheiro circulou no país com o objetivo de financiar residências – e a tendência é que esse montante continue a crescer. “Hoje, o crédito imobiliário está em 5% do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil. Em cinco ou dez anos, isso deve dobrar”, afirmou.

Escolher um financiamento imobiliário não é uma tarefa fácil. As taxas de juros variam conforme o banco, a renda do tomador do empréstimo e o risco representado pelo cliente. Por isso, diz Pereira, é preciso fazer muita pesquisa antes de se optar por uma instituição financeira. “É importante fazer uma pesquisa de mercado para ver qual é o banco que oferece as melhores condições para o seu caso”, disse o superintendente da Abecip a um dos participantes do chat.

Veja abaixo as principais dúvidas respondidas:

 Taxa de juros
"Não está relacionada à taxa Selic. A legislação estabelece a taxa máxima que o banco pode cobrar: 12% (ao ano). Hoje, o mercado pratica taxas um pouco inferiores a isso. Em alguns casos, existem taxas de 9%, 10%".

 Imóvel para investimento
"Comprar para investimento é sempre uma possibilidade, mas qualquer investimento sem ser de remuneração (a juros) pode ser arriscado. O valor pode aumentar ou cair".

 Crédito para reforma
"É perfeitamente possível. A operação é normal, qualquer banco tem linha de crédito para isso".

 Uso do FGTS
"Tem algumas condições. Primeiro o imóvel tem de se enquadrar, não podendo superar os R$ 400 mil em valor. A pessoa pode usar o FGTS no momento da compra, durante o financiamento ou para abater parte da prestação. (O mutuário) pode ainda juntar recursos próprios com o saldo do FGTS e quitar o imóvel".

 O PAC e a habitação
"O PAC prevê uma série de medidas e recursos voltados para a área de empréstimo imobiliário. Lá está que os recursos da poupança devem atingir R$ 42 bilhões, o que é bastante razoável".

 Garantias pelo financiamento
"A operação mais comum é dar o próprio imóvel (como garantia), mas dá para usar outros (bens) também. Qualquer bem é válido para dar garantias".

 Compra na planta

"Não tem nenhuma relação com a taxa de juros. Cada construtora tem a sua condição. É bom observar as condições de pagamento, ter uma avaliação perfeita de quanto se terá de pagar durante o financiamento".

 

 Renda

"Não existe renda mínima para se obter um financiamento imobiliário. Normalmente, o sistema prevê que a prestação não deva superar entre 20% ou 25% da renda (do mutuário)".

 

 Morte do mutuário

"Se (o financiamento) é do sistema financeiro (da habitação), há um seguro, basta acessar esse seguro. Quem pagou prestações depois da morte (do titular) pode até ter seu dinheiro devolvido".

 

 

 

G1

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