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Brasil

Correios iniciarão greve em 12 de setembro

8 Set 2007 - 07h18
Categoria aprovou indicativo de greve por unanimidade. Balanço parcial aponta que 11,9 mil trabalhadores participaram das assembléias em todo o país.

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram na última quarta-feira (4), em assembléias realizadas em todo o país, o indicativo de greve por tempo de indeterminado a partir da próxima quarta-feira (12/9).

Mais de 500 trabalhadores participaram de assembléias realizadas pelo Sintcom-PR (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná) em cinco cidades do Estado.

Conforme balanço parcial divulgado pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores nos Correios), pelo menos 11,9 mil trabalhadores compareceram às assembléias nos diferentes Estados brasileiros. A aprovação do início da greve na próxima semana foi unânime.

Para dar início à paralisação, serão realizadas novas assembléias no dia 12/9. "A intenção é sair das assembléias, que acontecem à noite, já em greve", afirma Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR. "Diante da intransigência da cúpula da ECT, e inclusive da ameaça de retirada de uma série de direitos já conquistados, não nos resta outra alternativa."

No Paraná, o sindicato realizará assembléias nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Umuarama e Pato Branco, entre outras.

Reduzir a diferença salarial

Os trabalhadores dos Correios reivindicam 200 reais de aumento real linear, além da reposição das perdas salariais. Acumuladas desde 1994, as perdas totalizam 47,77%.

"Essa reivindicação de R$ 200 de aumento real para todos os trabalhadores já contagia a categoria em todo o país", afirma Sebastião Cruz, diretor de Finanças e Administração do Sintcom-PR. "Trata-se de reduzir a diferença entre os menores e os maiores salários pagos empresa, que chega a 40 vezes."

Cerca de 110 mil pessoas trabalham nos Correios —o maior empregador em regime CLT do país. Desse total, 56 mil recebem salários inferiores a R$ 800. Um carteiro recebe salário inicial bruto de apenas R$ 524,08. Os maiores salários ultrapassam R$ 20 mil.

Num vídeo gravado há cerca de um mês, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) admite que reivindicação de aumento real linear de R$ 200 é uma "idéia razoável", que "privilegia mais quem ganha menos". "Nós temos que discutir [essa reivindicação da categoria]", diz o ministro. O vídeo está disponível no Youtube.

No último dia 22 de agosto, a categoria rejeitou por unanimidade a primeira contraproposta da ECT, que acenava com apenas 3,74% de reajuste, além de 56 centavos no vale-refeição e R$ 3,37 na cesta-básica.

Menor média salarial

O Sintcom-PR fez um levantamento sobre os salários pagos pelas empresas estatais federais. Conforme os dados, a empresa que paga os piores salários é a ECT.

A remuneração média nos Correios é 12,8 vezes menor que no BNDES, 4,6 vezes menor que a da Eletrobrás, 3,7 vezes menor que a da Petrobrás.

Mesmo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que têm um alto número de funcionários —58,6 mil e 81,1 mil, respectivamente—, têm salários bem maiores. A Caixa paga mais que o triplo do que paga os Correios. O Banco do Brasil, mais que o dobro. Os dados são relativos a 2004.

Principais reivindicações:

• Reposição salarial de 47,77%
(40,85% de perdas acumuladas entre 1994 e 2006 e 4,91% dos últimos 12 meses, conforme cálculos do Dieese).
• Aumento real de R$ 200.
• Piso salarial de R$ 1.089,48.
• Licença-maternidade de 6 meses.
• Segurança nas agências dos Correios.
• Adicional de periculosidade.

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