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Brasil

Coronel Ivan diz que não fará oposição burra ao novo governo

6 Out 2006 - 14h15
Primeiro oficial da PM a ser eleito para uma vaga na Assembléia Legislativa, o coronel José Ivan de Ivan (PSB) é o quarto a participar da série de entrevistas do site RMT On-Line, da TV Morena. Ele afirmou que ainda não pretende compor nenhum bloco para se opor ao novo governo e nem fazer oposição burra.

 

O deputado eleito José Ivan de Almeida não deve integrar o bloco oposicionista de seis deputados que o deputado Paulo Corrêa (PL) disse que vai articular. Pela idéia de Corrêa, o bloco seria formado por quatro deputados do PT (Kemp, Pedro Teruel – reeleitos, Paulo Duarte e Amarildo Cruz – eleitos), um do PTB (Maurício Picarelli) e o coronel Ivan, do PSB: o deputado Pedro Kemp não falou nada comigo ainda. A minha candidatura é corporativista. Ela nasceu dentro da segurança pública. Não quero tomar nenhuma decisão isolada e fazer uma oposição ‘burra’. Não acho que vou agir assim. Minha oposição não vai ser de: “Ah! Vou me opor ao governo”. Não. Acho que tem que construir alguma coisa nesse sistema, de apoio ao governo. Fazer com responsabilidade. Não tenho bloco ainda. Nem procurei. Temos que fazer com calma”, rebateu.

 

PLATAFORMA POLÍTICA

 

Eleito com mais de 11 mil votos, o coronel José Ivan de Almeida, ex-comandante geral da Polícia Militar (PM) do Estado, afirmou que pretende ser assessorar o novo governo na área de segurança. “Quero ser o assessor do governo na área de segurança pública”. Ele defende que a área é carente no Estado, e que grande parte dos problemas da sociedade pode ser resolvido através da segurança. “Uma coisa está ligada a outra. Por exemplo: Geração de empregos. Se você gera empregos, a criminalidade diminui. Se você combate as drogas nos municípios de fronteiras você diminui a violência no perímetro urbano. Temos uma série de projetos para diversas áreas mas que acabam passando pela segurança pública, que é essencial”, explicou.

 

NOVO GOVERNO

 

O coronel afirma ainda que não pretende perder a “sinergia” com Mato Grosso do Sul e que antes de tomar qualquer atitude durante seu mandato irá consultar sua base eleitoral. “O PSB é um partido diferente. As pessoas gostam. A gente pretende preserva essa característica nesse sentido. Não vou fazer uma atitude impensada. Tudo que a gente fizer, vou pensar até 10, 10 mil vezes, até um milhão. Para a gente não perder uma sinergia com Mato Grosso do Sul”, declarou.

 

DESMEMBRAMENTO DA SEJUSP

 

Uma mudança já foi antecipada pelo novo governador André Puccinelli (PMDB): o desmembramento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Na concepção do novo governo, quem prende não pode julgar e nem cuidar de presos. Para Ivan, os órgãos de segurança pública completam o ciclo de polícia. “As Polícias Militar e Civil, cada uma tem atividades distintas. No passado, sempre se procurou problemas, inventar problemas entre comandantes gerais e diretores gerais de polícia civil e com secretário também por ele ser técnico. Na época da minha gestão nunca houve algo desse tipo. Nós resolvíamos entre nós mesmos, e não levar para secretários, justamente porque sempre acontecia do administrador da pasta criar esses atritos. Essa é uma maneira burra de administrar. Alguns comandantes e diretores acabaram caindo nessa “cilada”, nessa “armadilha”. Mas eu acho que nós evoluímos muito. Nossa segurança pública tecnicamente está bem, o que falta é uma gestão de segurança pública por parte da secretaria”, disse.

 

Ele ainda defende que a secretaria seja ocupada por profissionais da área de segurança. “Precisamos ter na secretaria de segurança de pessoas técnicas, não aquelas pessoas que vão lá e levam seus assessores, que não conhecem sobre segurança pública e administração. Precisamos realmente que elas sejam lideradas por pessoas da área. Precisamos que se tenha um padrão, o que atualmente não tem”, declarou a reportagem.

 

SISTEMA PENITENCIÁRIO

 

O novo parlamentar da AL, acredita que o sistema penitenciário deve ser uma política de governo. “A justiça hoje, na parte do sistema penitenciário, passa por momentos difíceis. A gestão dela tem sofrido com seus diretores, acho que existem pessoas muito técnicas que não estão sendo aproveitadas, que acabaram ficando na “berlinda”. Tudo hoje é técnica, PM, Polícia Civil e o Sistema Penitenciário. Tem que rever o sistema penitenciário em MS”.

 

“Temos que dar prioridade na segurança, nas ruas, para que o número de internos consequentemente diminua. Uma coisa depende da outra, se a PM não funcionar bem, a Polícia Civil vai ter mais processos, o Judiciário vai ter mais processos, conseqüentemente mais internos vamos ter”, afirmou.

 

MESA DIRETORA DA AL

 

Ivan preferiu manter uma postura neutra com relação à mesa diretora da Assembléia Legislativa. “A gente tem uma responsabilidade muito grande. Estou em uma posição privilegiada. Estou em uma posição neutra. Vamos pensar e repensar antes de qualquer atitude”, finalizou.

 

 

 

RMT Online

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