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Brasil

Corintiano defende "porcaria" de contrato com MSI

25 Nov 2004 - 10h08
O ex-presidente do Corinthians Wadih Helu utilizou um argumento curioso para justificar sua mudança de posição em relação à parceria com o Grupo Media Sport Investment (MSI). Durante a reunião do Cori, o participante saiu-se com essa:

"Esse contrato é uma porcaria para o Corinthians, mas como o clube está quebrado, estamos condenados a assiná-lo".

A dívida atual foi um dos principais argumentos utilizados por Dualib para convencer os contrários. O clube deve quase R$ 21 milhões entre empréstimos, impostos e dívidas com fornecedores.

Em sua argumentação, o presidente incluiu na conta "contingências" (como o valor máximo de todas as ações trabalhistas na Justiça) e mais uma "reestruturação do Parque", num total de R$ 60 milhões.

O valor no contrato para o pagamento de dívidas é US$ 20 milhões. A MSI promete ainda mais US$ 15 milhões pelo contrato de dez anos.

Mas, se dá como certa a parceria do Corinthians com o MSI, o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, terá bastante dor de cabeça nos próximos dias.

A oposição ao acordo com o fundo de investimentos se articula para anular qualquer tentativa de se firmar um contrato antes que nova reunião do Conselho seja convocada. A votação que aconteceu na terça-feira acabou em confusão, o que deve se transformar em uma tremenda batalha jurídica.

Quarta-feira à noite, juízes e desembargadores se reuniram para discutir a estratégia que será adotada para brecar a parceria. O encontro aconteceu na residência de um dos opositores e não havia terminado até o fechamento dessa edição.

O levante conta com juristas de renome como Celso Limonge, Félix Matta, George Menezes Gomes, Guilherme Strenger, Ivo de Almeida, Luiz Vasconcellos Boseli, Marco Antônio de Abreu, Miguel Marques e Rubens Aprobbato Machado.

Entre conselheiros e cartolas mobilizados estão o deputado estadual Romeu Tuma Jr. e os vices Fran Papaiordano e Antonio Roque Citadini.

A intenção do grupo é entrar com uma ação cautelar ainda hoje no Tatuapé, foro do Parque São Jorge. Os opositores se baseiam nas irregularidades que aconteceram durante a votação.

Além do fato do encontro ter sido encerrado e recomeçado, também são apontadas irregularidades no próprio Conselho e a falta de pareceres sobre o contrato.

A comissão formada para analisá-lo não foi reunida e os juristas designados não tiveram nem acesso ao texto.

Efeito Tevez

A cúpula corintiana e do MSI se reuniu quarta-feira à tarde no Parque São Jorge para definir uma estratégia que contorne o erro regimental do presidente do Conselho Deliberativo que criou toda a celeuma sobre a legalidade ou não da aprovação da parceria.

Auxiliados por uma intérprete, o presidente Alberto Dualib, o vice Nesi Curi, o conselheiro Andrés Sanches e o iraniano Kia Joorabchian discutiram maneiras de brecar as ações dos opositores, que querem anular o contrato aprovado pelo Cori (Conselho de Orientação).

A situação irá convocar novamente o Conselho para referendar a aprovação do acordo na semana que vem. A idéia foi de Joorabchian, que pediu para que a intérprete traduzisse artigos do estatuto corintiano.

Apesar de ouvir de Dualib que o presidente poderia assinar sem a aprovação do CD, o iraniano teme represálias da oposição. "Se não fizermos isso, seremos bombardeados. Se temos votos para aprovar, temos que fazê-lo", disse Joorabchian, segundo relato de uma fonte.

O opositor Romeu Tuma Júnior disse que essa é a única maneira de o contrato ser aprovado legitimamente. Caso contrário, pretende anulá-lo na Justiça. Também ficou decidido na reunião que, paralelamente à nova convocação do CD, as duas partes já trabalharão com parceiros.

Já está à disposição dos parceiros a sede social do clube. Dualib também liberou Joorabchian para falar em nome do Corinthians. "Se demorarmos mais dez dias para começar a trabalhar, vamos perder o Tevez", afirmou o iraniano.

 

Terra Redação

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