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Brasil

Corinthians e Palmeiras miram clássico do desespero

24 Out 2006 - 16h46
Corinthians e Palmeiras vivem nesta terça-feira o último dia de preparação para o badalado clássico das 22h (de Brasília) de quarta, pelo Campeonato Brasileiro. Recheado de dúvidas criadas pelos técnicos Emerson Leão e Marcelo Vilar, a disputa apresenta uma certeza aos torcedores: quem deixar o Morumbi derrotado ficará atrás do arqui-rival na tabela e mais próximo - senão dentro - da zona de rebaixamento.

Do lado alvinegro, a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no último domingo, tirou o time do grupo dos quatro últimos colocados, mas o momento ainda é conturbado. Tropeço diante do arqui-rival significa a volta do pesadelo, uma vez que o Fluminense pontue e a Ponte Preta vença na rodada.

A situação da equipe alviverde, por sua vez, é um pouco menos complicada. Com 37 pontos, dois a mais que o adversário desta quarta, o Palmeiras tem quatro de vantagem sobre o primeiro dos times que estaria na segunda divisão se o Nacional terminasse hoje.

Diante da crise instalada em ambos os lados, a cautela deve dar o tom do clássico. Treinos fechados, censura e proibição de entrevistas são alguns dos fatores que antecedem a partida e podem ser considerados boas amostras do que vai acontecer no gramado do Morumbi.

"Se não conseguir ganhar, é melhor não perder", disse o técnico do Corinthians, Emerson Leão, mostrando consciência do que pode representar um resultado negativo. "É um jogo de necessidade para ambos, pois todos querem vencer e certamente vão se cuidar", acrescentou.

O treinador sabe também que três pontos não serão suficientes para deixar o time em posição tranqüila na tabela de classificação. "Se essa vitória vier, vai nos ajudar muito, mas não adianta tapar o sol com a peneira. Não podemos nos esconder atrás de uma vitória."

Entre os palmeirenses, a preocupação com a situação no Brasileiro é somada à lamentação sobre a importância do dérbi. Os atletas do Parque Antarctica gostariam de entrar em campo contra o arqui-rival brigando pelas primeiras posições, e não fugindo das últimas.

"Nós lamentamos isso, pois as duas equipes são muito grandes, mas o futebol mudou muito. As coisas se resolvem dentro de campo, e quem mostrar mais vontade sairá com a vitória", afirmou o volante Wendel, cujo discurso foi repetido pelo zagueiro Nen.

"O clássico entre Palmeiras e Corinthians pára a cidade, são times acostumados a disputar títulos. Uma derrota pode pesar a fazer a pressão aumentar ainda mais para o nosso lado. Ser ultrapassado por eles na tabela nos preocupa um pouco e precisamos de atenção total", declarou o defensor.

Para o jogo decisivo, os dois técnicos tem problemas. Absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Leão estará no banco de reservas, mas não terá o suspenso Magrão, ex-Palmeiras à disposição. O atacante Amoroso, que sofreu uma pancada na vitória sobre o Cruzeiro, é dúvida.

Marcelo Vilar, por sua vez, comandou treinos fechados na Academia de Futebol e escondeu o time que levará a campo. Juninho, suspenso, pode assistir ao jogo na companhia de Marcinho, ainda em recuperação de lesão muscular, e Marcinho Guerreiro, que sente dores na perna direita.

 

Terra Redação

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