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Compras on-line, passarão a pagar 10% de ICMS a partir do dia 1º de maio em MS

18 Abr 2011 - 09h12Por

A partir do próximo dia 1º de maio, todas as compras on-line, passarão a pagar 10% de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na entrada da mercadoria em Mato Grosso do Sul. O chamado e-commerce

já representa de 10 a 15% das vendas em alguns segmentos, como de eletroeletrônico, informática, ar-condicionado, fotografia, reduzindo o faturamento da chamada real que sofre ainda a concorrência dos “importados” do Paraguai, que sem a carga tributária, chegam a custar 50% mais baratos.

Na pratica, quando a mercadoria comprada pela internet  passar pelo primeiro posto fiscal território sul-mato-grossense será tributada com base no mesmo critério das lojas que atuam com estoque físico: aplica-se uma margem de 60% sobre o valor da nota fiscal e sobre este valor  chega-se ao valor do imposto aplicando-se 17%.

A mercadoria só vai ser retirada quando o tributo for recolhido, enquanto isto fica retida nos depósitos da Secretaria de Fazenda.  Atualmente nestas transações on-line só ganham os grandes estados (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), onde estão sediadas as grandes empresas que atuam nas vendas via-web, que recebem a arrecadação referente à cobrança dos 7% da alíquota.

Como são consideradas vendas ao consumidor final, estas transações são livres do diferencial de alíquota cobrado nos estados para onde o produto é destinado. Pelos cálculos da Secretaria de Fazenda, a perda de receita chega a R$ 45 milhões, além do prejuízo (não dimensionado) em termos de redução de empregos com a queda nas vendas das empresas instaladas.

Mato Grosso do Sul será o 19º Estado a aderir ao protocolo do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que prevê a distribuição da cobrança do imposto entre o Estado de origem do produto e o Estado ao qual ele se destina. “A cobrança será de 7% na origem e de 10% no destino”, explica o secretário.

No próximo dia 29 de abril, em São Paulo, será realizada uma nova reunião entre os Estados. “É um jogo de pressão”, salienta Lorenzetto. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais - os “grandes” do comércio pela internet – se negam a participar do acordo, para não perder arrecadação. Segundo o secretário, a briga real pelos lucros do comércio virtual foi encabeçada pelo vizinho Mato Grosso.

“Faz mais de dois anos que essa guerra está sendo travada”. Para o governador André Puccinelli (PMDB) a cobrança de ICMS de produtos comprados na internet,  é para evitar que o comércio no Estado seja predado. “Desse jeito, não vem mais empresas para cá. Vão ficar com todos os empregos e tributos”, reclama.

“Vai causar transtorno. Num primeiro momento, o consumidor é sancionado. Mas temos que defender o comércio do nosso Estado”. Para o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Luiz Fernando Buainain, o comércio pela internet pratica competitividade desleal.

“O comércio instalado no Estado paga aluguel, imposto, IPTU, água, luz telefone”, afirma. Segundo ele, os setores de eletroeletrônicos e linha branca são a que mais sentiram o impacto das compras pela internet.

 

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