Menu
SADER_FULL
domingo, 20 de junho de 2021
Busca
Brasil

Compra de armas pelo Brasil beneficia defesa da América do Sul

15 Out 2009 - 10h20Por Terra

O plano do governo brasileiro para aquisição de equipamento e tecnologia militar enfrenta críticas de analistas que acreditam que o investimento irá gerar uma corrida armamentista na América do Sul. No entanto, a compra caças, helicópteros e submarinos, disputada pelos mercados americano, francês e sueco, é necessária e benéfica não só para o País, mas para toda a região. É o que defende Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia Relações Internacionais e Segurança (Cetris) e professor da National Defense University, em Washington - centro acadêmico fundado pelo Departamento de Defesa dos EUA.

Para o especialista, os novos armamentos irão gerar um efeito em cadeia nos países sul-americanos, transformando a arquitetura de defesa e aumentando a segurança e eficiência da região inteira. Pelo fato de não haver alianças militares sólidas entre os países, não há competitividade que possa gerar algum tipo de tensão entre vizinhos.

Além disso, explica Raza, as nações dispõem de freios políticos e econômicos que inviabilizam que se justifique internamente a aquisição de largas quantidades de equipamento militar, com o objetivo exclusivo de se igualar ao país ao lado.

"O que temos são reações dos outros países ao plano de compra brasileiro. Eles estão se reajustando a um novo desenho de defesa da região que é sistêmico. Não é um contra o outro, mas é uma nova arquitetura. Isso ocorre regularmente em ciclos históricos e é bom, pois leva a região a um novo patamar em termos de defesa segura", avalia Raza.

"As discussões no Brasil ainda são sobre os equipamentos, que foi justamente o erro venezuelano. É um assunto emocionante, empolgante, mas é o que chamamos de assunto de tenente, que analisa se a asa do avião é maior ou menor, por exemplo. Não é isso. O debate principal é sobre a integração desses equipamentos em doutrinas, sistemas de comando e estratégias, e isso ainda foi pouco abordado", defende Raza.

O caso da Venezuela, citado pelo especialista como exemplo de projeto mal conduzido, é o que os profissionais da área militar chamam de "booster frio" - uma injeção de recursos materiais que não altera em igual proporção a capacidade de combatência do país.

Segundo Raza, o investimento dos venezuelanos em armas acabou não se transformando em poder efetivo, além de ter aumentado o custo de manutenção dos novos equipamentos.

No entanto, o diretor do Cetris entende que o país está no caminho certo e não acha que possa haver um "Booster Frio" brasileiro. "Acredito que temos gente competente no País para fazer o projeto de força. O problema é que está muito demorado e já somos cobrados por isso. Estamos em um processo contratual, as Forças Armadas do Brasil estavam muito fracas em termos de equipamento. O material já era obsoleto, havia a necessidade de reciclagem", diz Raza.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LUTO NA MÚSICA
Cantora gospel que defendia tratamento precoce morre de Covid-19 após ter os pulmões comprometidos
VIDEO
Cliente carrega mangueira sem perceber e bomba pega fogo em posto de combustível de Foz do Iguaçu
AÇÕES DO GOVERNO MS
Reinaldo Azambuja propõe projeto com Itaipu para combater assoreamento nos rios Iguatemi e Amambai
COPA X VIRUS
'Desse jeito, o vírus vai levantar a taça', diz deputado após 52 infectados na Copa América
FAMOSIDADES
Apresentador mostra fotos de viagens românticas com filha de Faustão e se declara
SEIS DIAS DE TERROR
Homem mata uma família e aterroriza moradores em seis dias de fuga deixando rastros de crimes
TRISTEZA E COMOÇÃO
Jovem engenheiro morre em acidente com moto e comove cidade
MUI AMIGO
Homem obriga mulher de amigo a fazer sexo oral e leva surra em delegacia
DOENÇA DO SÉCULO
Homem de 33 anos deixa carta de despedida e tenta pular de ponte
ABSURDO
Família registra boletim de ocorrência após vitima de covid ser sepultado em cemitério errado