Menu
SADER_FULL
quarta, 12 de maio de 2021
Busca
Brasil

Cigarro vicia mais que maconha, diz estudo

30 Ago 2010 - 11h12Por Folha Online

Maconha é coisa de jovem: o usuário típico deixa a erva conforme vai envelhecendo, diz um estudo internacional que revisou os principais trabalhos já feitos sobre o tema.

De acordo com o "Cannabis Policy", publicação de 300 páginas lançada nos EUA, a droga ganha do álcool e do tabaco em segurança. Nove por cento dos que experimentam maconha tornam-se dependentes, contra 32% do tabaco e 15% do álcool.

Segundo os dados de Robin Room, da University of Melbourne, líder do trabalho, a droga causa relativamente poucos acidentes de trânsito. "Essa é a principal preocupação relacionada aos efeitos agudos da maconha", escreve Room, "porque ela reduz a atenção e a coordenação motora".

Dados mais recentes mostram que a maconha duplica a chance de acidentes. O álcool é pior: aumenta mais de dez vezes o risco. "Aparentemente, os motoristas que fumaram maconha dirigem mais devagar."

FAZ MAL, MAS QUANTO?

O estudo de Room esteve no centro de uma polêmica entre dois cientistas brasileiros. Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, citou o trabalho em artigo nesta Folha, listando doenças relacionadas à erva e argumentando que é falácia dizer que ela é segura.

Em resposta, Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, acusou o colega de distorcer o estudo, que sugere a legalização da droga, porque "seus danos são modestos". Ambos elogiam o currículo de Room e seu trabalho.

O "Cannabis Policy" lista problemas relacionados ao uso contínuo da maconha, mas faz considerações sobre a limitação do seu impacto.

Relata a relação entre seu uso na gravidez e a redução do peso do bebê ao nascer, mas menos do que no caso do tabaco. Cita ansiedade e insônia como sintomas comuns de viciados que tentam abandonar a erva.

Usuários têm mais chance de ter bronquite e câncer no pulmão. Room estima que um homem de 44 anos que fumou maconha por toda a vida diariamente tem 3% mais risco de sofrer infarto.

A maconha aumenta em mais de duas vezes o risco de esquizofrenia. Ainda assim, cientistas calculam que, para evitar um caso da doença entre jovens adultos, seria preciso fazer com que 5.000 pessoas não fumassem a erva.

O risco de depressão é mais de duas vezes maior. Mas não há como excluir a hipótese de que depressivos fumem como automedicação -é difícil saber qual a causa e qual a consequência.

O mesmo ocorre com a evasão escolar. É a erva que deixa os adolescentes desanimados com a vida ou jovens sem rumo procuram mais as drogas?

Mesmo assim, Room acredita que a erva não é especialmente problemática. "Os riscos à saúde do tabaco e do álcool são muito maiores."

Deixe seu Comentário

Leia Também

NOVA INFECÇÃO
Covid-19: após 3 semanas de queda, casos de coronavírus avançam no Brasil puxados por 9 Estados
TRISTEZA NA FAMILIA
Seis pessoas da mesma familia morrem vítimas da Covid-19
NOVAS REGRAS
WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio
FAMOSIDADES
Pai da campeã do 'BBB 21' Juliette vive em casinha de barro na Paraíba
CACHAÇA
Jovem enfia garrafa no ânus durante bebedeira e vai parar no hospital
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada
TERROR NA CRECHE
Sob forte emoção moradores de Saudades realizam velório coletivo das vítimas do ataque à creche
CHEGANDO FORTE
Frio chega com força e provoca geada no Sul