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Brasil

Chega a 711 o número de vítimas fatais na Região Serrana

19 Jan 2011 - 08h00Por O Dia
Passou de 700 o número de mortos na Região Serrana do Rio. De acordo com as últimas informações divulgadas pelas prefeituras dos municípios atingidos pelas chuvas foram contabilizados 711 mortos até o início da noite desta terça-feira. Em Nova Friburgo 335 mortos, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, e seis em São José do Vale do Rio Preto e um Bom Jardim. Mais cedo dados oficiais da Polícia Civil informava que o número de vítimas fatais chegou a 696.

De acordo com a Prefeitura de Tersópolis, até o momento, 235 corpos já foram identificados e sepultados. O total de desabrigados chega a 3679 e o de desalojados a 4530. Documento oficial da Prefeitura de Teresópolis registrou que há cerca de 3000 pessoas abrigadas em um dos 27 locais disponibilizados pela prefeitura e 2000 em casas de parentes e amigos.

A Ouvidoria Municipal, por meio da Central de Cadastro de Desaparecidos registrou que, até as 17h30 de terça-feira (18/01), havia 184 pessoas desaparecidas em Teresópolis.A Defesa Civil de Petrópolis, na Região Serrana, informou, na tarde desta terça-feira, que está em alerta, já que uma forte chuva cai sobre os bairros Bingen, Mosela, e adjacências. Segundo o órgão, algumas ruas já estão começando a ficar alagadas. A Defesa pede que a população evite circular nestas regiões. Também voltou a chover em Nova Friburgo.

FAB

Está prevista para às 22 horas desta terça-feira a chegada de uma aeronave Amazonas C-105, à Base Aérea do Galeão (BAGL), no Rio de Janeiro, transportando seis toneladas de donativos. A aeronave pertence ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1º/15º GAv) e os donativos foram arrecadados pela Defesa Civil de Campo Grande (MS), de onde partiu a aeronave.

No Rio de Janeiro a carga será embarcada em carretas da FAB (Força Aérea Brasileira) e seguirá para a cidade de Petrópolis, onde será distribuída às vítimas das intempéries na região serrana.

Uma semana após o temporal que devastou a Região Serrana, os municípios mais atingidos ainda possuem locais onde o socorro ainda não chegou, uma vez que transitar de carro por estradas é impossível por conta dos deslizamentos e quedas de barreiras, áreas alagadas e da lama, que em alguns pontos atinge até dez metros de altura. Por conta deste cenário de destruição, helicópteros ainda não conseguiram pousar e os moradores ainda estão sem auxílio.

Em Petrópolis, por exemplo, a prefeitura cita a localidade do Brejal como a mais complicada. Os helicópteros não estão conseguindo pousar por conta da devastação da área. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil tentam chegar à região por terra, mas ainda sem sucesso.

Com o passar dos dias, a esperança de se encontrar pessoas  vivas debaixo dos escombos e da lama é cada vez menor. Informações das equipes de socorro que ajudam no resgate às vítimas dão conta de que centenas de corpos ainda podem estar debaixo da terra e que o número de vítimas fatais pode passar de mil. 

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história

Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.

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