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SAÚDE

Casos de hepatite já superam registros de Aids em MS

23 Jul 2010 - 07h25Por Diário MS
Dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos) do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso do Sul registrou mais de 5,4 mil casos confirmados de hepatites virais entre os anos de 2005 e 2009. O Relatório de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de MS aponta que, de janeiro a novembro de 2009, foram registrados 432 casos de hepatite B no Estado, número maior do que o de casos de AIDS, que foi de 287 no mesmo período.

Em Dourados a situação é diferente. Os casos de Aids superam os de hepatite, de acordo com números da Secretaria Municipal de Saúde. De 2006 a 2009 foram registrados 101 novos casos de Aids em Dourados, contra 81 de hepatite. A maior incidência de casos foi em 2008, no qual 35 pessoas foram infectadas pelo vírus da Aids e 26 pelo da hepatite.

Desde 1996 foram registrados 141 casos de Aids em Dourados, sendo que a presença da doença é maior entre pessoas de 20 a 34 anos, que somam 61 casos e representam 43% do total.

Dos 141 registros da doença, 41 pessoas já vieram a óbito, sendo que quatro morreram em decorrência de outros motivos e três tem evolução ignorada por terem perdido o contato com o órgão responsável. Hoje são 93 pessoas com a doença na segunda maior cidade do Estado, duas delas crianças menores de 13 anos, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

AS DOENÇAS

HIV é o vírus mais conhecido e pesquisado em todo o mundo. No entanto, os vírus das hepatites B e C também contaminam um grande número de pessoas. A transmissão dos dois vírus acontece da mesma maneira: através de relações sexuais com pessoas portadoras da doença e através do sangue infectado.
Outra semelhança entre a Aids e a hepatite é que as duas são doenças que podem demorar muitos anos para se manifestar.

A hepatite, logo após a contaminação, costuma causar alguns sintomas, como febre, náuseas, mal-estar, dores no corpo, falta de apetite e olhos amarelados. Depois da fase aguda vem a fase crônica da doença, sem sintoma algum, que pode levar anos e, caso não seja tratada, evolui para cirrose e câncer no fígado.

Por isso, especialistas alertam para a importância de se fazer o exame, disponível na rede pública, para detectar a presença do vírus da hepatite. Diferentemente da Aids, as hepatites têm cura e podem ser tratadas.

PREVENÇÃO

Existem várias medidas eficazes na prevenção da doença, como: vacinação, no caso das hepatites por vírus A e B; uso de água tratada ou fervida; além de ações de higiene como lavar bem legumes, frutas e verduras; lavar as mãos após usar o banheiro, antes de preparar os alimentos e de se alimentar; não compartilhar seringas e agulhas; usar preservativo nas relações sexuais; usar material de proteção, por profissionais de saúde; acompanhar pré-natal para aconselhamento adequado e prevenção da transmissão; e evitar uso abusivo de álcool, medicamentos e drogas.

Na prevenção da Aids também são fundamentais o uso de preservativo, o acompanhamento do pré-natal e o uso de agulhas e seringas descartáveis.

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