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Brasil

Cartões Magnéticos deverão substituir Cestas Básicas

7 Jul 2004 - 16h43

O deputado Roberto Orro (PDT), que atua intransigentemente pela via da ética, do pluralismo, do diálogo e do debate, cultivando a convivência das divergências, na busca de soluções para os grandes desafios contemporâneos, foi um dos autores da lei aprovada antes do recesso parlamentar de Julho, na Assembléia Legislava, e que estabelece prioridades, define competências e altera dispositivos do Programa de Segurança Alimentar e Nutricional do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

A proposta, que está agora nas mãos do governador José Orcírio Miranda dos Santos para sanção, leva também a assinatura dos deputados Waldir Neves (PSDB) e Zé Teixeira (PFL) e introduz um elemento importante na polêmica questão da distribuição de alimentos pela administração estadual: o uso de cartões magnéticos. A análise correta do Editorial do Correio do Estado, página dois, do sábado 03 de julho de 2004, informa sobre como tudo fica mais simples: “valores predeterminados são magnetizados e os beneficiários poderão utilizar a rede credenciada para comprar gêneros alimentícios à sua livre escolha. Com isso, o processo de entrega de cestas básicas perde o caráter interpessoal, que, invariavelmente, termina se transformando numa relação de favor paternalista, no qual se opera sem disfarce o jogo sujo eleitoral”.

 O jornal Correio do Estado lembra, ainda que, “a médio prazo, esse mecanismo pode ajudar a desanuviar o ambiente eleitoral e não permitir que se espraiem pelo Estado casos lamentáveis como o ocorrido na sexta-feira (02.07.2004), no município de Bonito, em que a juíza Luciana Buriasco expediu mandado de prisão preventiva contra um candidato a vereador pelo PT acusado de coagir eleitores com ameaça de suspensão de cestas básicas”. E diz mais, “certamente a introdução de cartões magnéticos não evitará por completo o mau uso desse tipo de programa, mas contribuirá enormemente para a redução de abusos, reduzindo seu caráter eleitoreiro”.

O Editorial do Correio do Estado conclui dizendo que, “o governador José Orcírio a chance agora de mostrar o que pensa realmente dessa polêmica questão. Se vetar o projeto de lei, a indicação será mais do que clara. Se sancionar, estará demonstrando que pretende trilhar o caminho da racionalidade e impessoalidade na execução de políticas de combate à fome. A sociedade sul-mato-grossense deve acompanhar atentamente os próximos passos. Basta uma assinatura para mudar tudo. Ou sinalizar que o fornecimento de comida para a população carente foi feito para render votos”, conclui.

 

AL / MS

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