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Brasil termina de substituir efetivo militar no Haiti até sexta

3 Fev 2010 - 13h52Por Terra

O governo brasileiro conclui, até a próxima sexta-feira, a troca de todo o efetivo militar que está no Haiti, segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix, coordenador do gabinete de crise instalado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva um dia após o terremoto ocorrido no país em 12 de janeiro.

Nesta quarta-feira, o general e outros integrantes desse gabinete fizeram um balanço das ações empreendidas no Haiti nos últimos 20 dias. Apesar de já estar prevista no calendário da força brasileira que serve no país, Félix considerou que a troca do efetivo de 1.266 homens, neste momento, "é benéfico" porque os novos militares enviados não passaram pelo trauma causado pelo terremoto.

"Na visão daqueles que estavam no comando do batalhão brasileiro no Haiti, talvez isso seja até muito benéfico, porque são pessoas que não sofreram aquele impacto inicial de verem os colegas morrerem, serem feridos e não presenciaram aquele impacto que para nós é absolutamente estranho", disse.

Além da troca, o governo enviará um reforço imediato de outros 900 militares, já autorizados pelo Congresso Nacional e as Nações Unidas (ONU), que atuarão na segurança do país e em ações de ajuda humanitária. O almirante Paulo Zúccaro, integrante do gabinete de crise, destacou que o reforço da tropa dará mobilidade ao general Floriano Peixoto, comandante brasileiro da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah).

No balanço das ações, Jorge Félix disse que a Força Aérea Brasileira (FAB) já fez 60 voos nos últimos 20 dias para levar pessoal e ajuda humanitária aos haitianos durante a fase de socorro imediato ao país.

Além disso, o navio Almirante Saboya deve chegar no dia 17 a Porto Príncipe. Na segunda quinzena de fevereiro, parte outro navio brasileiro para aquele país.

Também já foram entregues aos haitianos, pelo Brasil, 225 t de medicamentos e 220 t de alimentos, além de água. Até o momento, o hospital de campanha instalado pelos brasileiros em janeiro já realizou 3.059 atendimentos e 90 cirurgias de médio e grande porte, o que dá uma média de seis intervenções por dia.

Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti no último dia 12, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. Estimativas mais recentes do governo haitiano falam em mais de 200 mil mortos e 75 mil corpos já enterrados. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros
A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, o diplomata Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, e pelo menos 18 militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto. Também foi confirmada a morte de uma brasileira com dupla nacionalidade, cuja identidade não foi divulgada.

O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

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