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Brasil e Bolívia terá mais 4 meses para definir preço do gás

7 Dez 2006 - 07h54
A Petrobras e a empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) combinaram nesta quarta-feira um prazo de mais quatro meses para continuar a negociação sobre o preço do gás exportado da Bolívia para o Brasil. A decisão foi anunciada por porta-vozes da YPFB, após o fim da reunião entre representantes de ambas as entidades em Santa Cruz de la Sierra, cidade no oeste da Bolívia.

"As duas empresas fizeram um acordo para submeter a seus respectivos diretórios a proposta de ampliar as discussões por 120 dias", assinala o documento emitido pela YPFB. O objetivo é "estudar e avaliar" nesse tempo "as propostas que poderiam satisfazer os interesses" das duas petrolíferas, indica a entidade. Após várias ampliações, o prazo para o término das negociações venceria no próximo domingo, dia 10 de dezembro.

O Brasil compra cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia da Bolívia, praticamente a metade de seu consumo. O governo de Evo Morales pretende obter um aumento significativo do preço do combustível exportado para o Brasil, atualmente de US$ 4 por milhão de unidade térmica britânica (BTU), US$ 1 a menos que a tarifa paga pela Argentina.

As duas empresas negociam, desde meados do ano e sem avanços, o pedido boliviano de subir o preço do gás por meio de uma mudança na fórmula de reajuste trimestral do comércio de até 30 milhões de metros cúbicos diários acertado até 2019.

As exportações bolivianas de gás ao Brasil e à Argentina chegarão a 2 bilhões de dólares neste ano, o que representa a metade das vendas totais da Bolívia ao exterior, segundo projeções do governo boliviano.

Nova rodada de negociações

De acordo com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli disse que já em 2008 o Brasil deverá ter disponível mais 20 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, obtidos a partir da regaseificação de gás natural liquefeito, que será importado de países como Catar, Trinidad e Tobago e Argélia.

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, que também participou da audiência, disse que uma das unidades de regaseificação, com capacidade para reconverter em gás 6 milhões de metros cúbicos/dia, deverá ser instalada no Ceará e a outra, com uma capacidade de 12 milhões a 14 milhões de metros cúbicos /dia, deverá ser implantada no Rio de Janeiro.

Rondeau também reforçou que, de acordo com o plano do governo de antecipar o crescimento da oferta nacional de gás, até 2008 deverá haver um acréscimo na oferta do combustível produzido no Brasil de 24 milhões de metros cúbicos diários e em 2010 chegaria a 39 milhões de metros cúbicos.

 

 

Estadão

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