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Brasil e Bolívia reúnem-se amanhã para fixar preço do gás

8 Ago 2006 - 17h50
O governo da Bolívia enviará amanhã ao Brasil uma delegação para realizar a última reunião programada entre os dois países na discussão sobre a nova tarifa do gás boliviano, informou hoje o ministro de Hidrocarbonetos do país andino, Andrés Soliz.

Segundo o funcionário, a missão que viaja ao Rio de Janeiro será liderada pelo vice-presidente da empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Juan Carlos Ortiz. "É uma reunião muito importante, porque é a última entre os dois Governos para acertarmos os preços", disse Soliz.

Desde julho passado, a Petrobras paga US$ 4 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica), mas a Bolívia aumentou o preço para US$ 7,5, valor médio no Brasil dos combustíveis que foram substituídos pelo gás boliviano.

Ambos os governos e suas empresas estatais, YPFB e Petrobras, começaram as conversas no dia 29 de junho e, desde então, realizaram três reuniões, nas quais a firma brasileira rejeitou o pedido boliviano.

O ministro Soliz afirmou que no novo encontro do Rio de Janeiro os dois governos podem decidir prolongar as conversas se chegarem a um acordo ou, finalmente, recorrer a uma arbitragem internacional que solucione o problema.

No entanto, segundo a autoridade, há "uma posição cada vez mais compreensiva do Brasil em relação à possibilidade de aumentar os preços de pagamento pelo gás natural" da Bolívia.

No fim do mês de junho, o Governo do presidente Evo Morales conseguiu da Argentina um aumento de US$ 3,35 a US$ 5 pelo preço do gás, por um volume máximo de 7,5 milhões de metros cúbicos diários do combustível.

Atualmente, a Petrobras importa 24 milhões de metros cúbicos diários de gás e fará investimentos apenas para garantir o aumento do volume até os 30 milhões, segundo disse na segunda-feira o diretor internacional da companhia, Néstor Cerveró.

Sobre o assunto, Soliz afirmou não se preocupar com a postura da companhia brasileira, porque garante o cumprimento do contrato vigente entre ambos os países, mesmo que a Petrobras não planeje maiores investimentos.

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia acrescentou que seu país tem opções de expandir seus mercados de gás ao México e ao Paraguai, além de estudar a possibilidade de vender eletricidade ao Chile.

"Por isso, a venda do gás não nos preocupa", disse, ao assinalar que a maior atenção do Governo agora é para saber o volume real das reservas de gás natural do país e desenvolver os planos de industrialização.

O volume de reservas provadas e prováveis, de 48,7 trilhões de pés cúbicos, ficou em dúvida este ano, quando a empresa de consultoria De Golyer & MacNaughton, dos Estados Unidos, assinalou que havia uma redução no primeiro tipo, algo que o Governo boliviano não acredita.

 

Invertia

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