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Brasil deve receber mais investimento por agronegócio e petróleo

16 Out 2010 - 11h04

Enquanto o Investimento Estrangeiro Direto (IED) cai no mundo, conforme aponta relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado esta semana, no Brasil o volume desse tipo de recurso cresce. A tendência de alta deve ser ainda fortalecida pela boa expectativa de negócios no agronegócio e petróleo e gás.

 

Do primeiro para o segundo trimestre do ano, o IED no País passou de US$ 5,59 bilhões para US$ 6,45 bilhões, segundo dados do Banco Central, e a expectativa para o ano é que alcance os US$ 30 bilhões, contra US$ 25,9 bilhões de 2009.

 

Enquanto isso, o Reino Unido, por exemplo, viu o IED declinar US$ 49 bilhões, do primeiro para o segundo trimestre do ano, segundo relatório da Unctad. E a tendência é global. O índice da Unctad que mede o investimento direto no mundo ficou em 84,6 pontos no segundo trimestre de 2010, sendo que qualquer pontuação abaixo de 100 significa retração.

 

Segundo o economista do Santander Cristiano Souza, o Brasil já saiu da crise e teve uma retomada de investimentos nacionais e estrangeiros. "A expectativa é de que o IED alcance US$ 30 bilhões em 2010 e US$ 35 bilhões em 2011, superando o patamar de 2007", disse.

 

O otimismo quanto aos investimentos estrangeiros no País é também compartilhado pela pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lia Valls.

 

"Até 2007, a taxa de crescimento da economia brasileira era inferior a dos demais países em desenvolvimento. E os investidores diretos estão preocupados com o mercado. Mas o Brasil saiu muito bem da crise, tem uma imagem melhor agora", disse Lia.

 

A economista da FGV lembra que neste meio tempo, da crise internacional, o Brasil ainda descobriu importantes reservas de petróleo e o agronegócio cresceu. A recuperação lenta dos países em desenvolvimento, no entanto, pode atrapalhar o aumento do fluxo de investimentos para o Brasil, de acordo com Lia.

 

Para Souza, o aumento do IED no Brasil é reflexo dos bons fundamentos econômicos e estabilidade nas regras de mercado. Além disso, para ele, "o mercado consumidor interno tem grande potencial, porque o Brasil é um país jovem, que seguirá tendo melhor distribuição de renda".

 

Para o economista, apenas os problemas de infraestrutura e a complexidade das regras fiscais brasileiras poderiam afugentar os investimentos estrangeiros diretos.

 

Ele também lembra, porém, que uma grande parte dos recursos disponíveis para investimento no mundo simplesmente desapareceu com a crise. "Havia mais de US$ 2 trilhões no mercado mundial em 2007, valor que foi crescendo até o estopim da crise. Em 2010, esse valor voltou a US$ 1 trilhão. Uma parte sumiu mesmo", afirma.

 

Maior participação dos países em desenvolvimento
Não apenas o volume de investimento estrangeiro direto deve ser maior entre países em desenvolvimento. Nações como China, índia e Rússia, além do Brasil, devem ganhar participação no volume de recursos investidos no mundo.

"A China está investindo para reduzir sua dependência de matérias primas no mundo, comprando terra na África para produzir alimentos e investindo em minas ao redor do mundo", afirma Souza.

 

A Índia tem investido, por exemplo, na indústria farmacêutica no Brasil, lembra Lia, da FGV. "A empresas brasileiras, inclusive, passam por um momento de internacionalização", diz.

 

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