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Brasil converge com EUA sobre "objetivos" no Irã, diz Amorim

4 Mar 2010 - 05h45Por G1
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quarta-feira (3), após acompanhar a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que Brasil e EUA concordam sobre os objetivos em relação ao Irã.

“Só pessoas adultas conseguem viver com a divergência. Quando se tem um adulto e uma criança ou duas crianças elas não sabem conviver com as divergências. A divergência vira briga. No nosso caso, divergência vira diálogo, vira discussão, é troca de ponto de vista. Quando há divergência, porque a convergência é muita coisa. Como há também convergência nos objetivos em relação ao Irã, em relação ao Oriente Médio e em relação a outros assuntos”, disse o ministro.

 

O Brasil defende o programa nuclear iraniano para fins pacíficos. Assim como os Estados Unidos, são contrários ao desenvolvimento de armas nucleares. No entanto, Lula defende maior prazo para diálogo com o Irã, enquanto os EUA querem aplicar sanções.

 

Amorim contou  que Hillary expressou o ponto de vista norte-americano sobre a questão do Irã ao presidente. Segundo ele os argumentos apresentados pela norte-americana foram os mesmos expostos na entrevista coletiva desta tarde. Durante a entrevista, a secretária de Estado demonstrou preocupação com as posições iranianas e disse não acreditar numa negociação com o Irã. “Vamos continuar a trabalhar no Conselho de Segurança e tomar decisões sempre pacificamente, mas o que estamos observando é que o Irã vai para China, Brasil e Turquia e conta histórias diferentes para continuar sustentando seu projeto e evitar sanções”, disse.

 

Para Hillary, os iranianos são darão demonstrações de que estão dispostos a negociar depois que receberem sanções. "A partir do momento que a comunidade internacional falar em sanções é que o Irã vai negociar”, disse a secretária de Estado.

O ministro disse que reiterou à Hillary o convite do Brasil para que o presidente Barack Obama visite o Brasil, mas afirmou que não ficou acertada nenhuma data. Ele informou que Lula deve ir a Washington em abril e pode se encontrar com o presidente dos EUA.

“Foi mencionado sim que Lula irá a Washington para reunião de a [Cúpula] Segurança Nuclear e quem sabe aí tem oportunidade de eles conversarem”, disse Amorim. Essa reunião deve ocorrer no dia 13 de abril.

 
Lula no Oriente Médio
Amorim contou que Lula disse à secretária de Estado norte-americana que pretende visitar Israel, Palestina e Jordânia entre 14 e 19 de março e depois, em maio, se reunirá com o presidente do Irã, Mohamed Ahmadinejad, e deve tratar da questão nuclear. Depois disso Lula conversará com os principais líderes mundiais para tratar do tema.

“[A conversa] teve algumas referências ao Oriente Médio em que o presidente Lula comunicou inclusive que estará indo visitar. E comentou também que irá agora a Israel, Palestina e Jordânia e mencionou também que irá ao Irã, em maio, e que ele tem intenção de falar com os principais líderes do mundo, entre os quais naturalmente o presidente Obama, sobre esse tema na busca que nós temos feito de uma solução pacífica sobre essa situação”, comentou Amorim.

Segundo o ministro, o presidente reiterou e citou exemplos de como é necessário que os Estados Unidos ampliem o diálogo com os países da América Latina. Hillary teria concordado com a afirmativa.

Amorim negou ainda que temas como a compra de caças e os incentivos sobre o algodão norte-americano tenham sido tratados na reunião com o presidente. “Sobre os caças ela não falou com o presidente. Lá ela abordou da forma como vocês podem imaginar. Na verdade, ela deu introdução e pediu para o embaixador falar. Ele disse que o caça é melhor, que é mais barato, que tem todas as qualidades do mundo e eu não esperava ouvir nada diferente”, contou.

O ministro disse que o presidente e Hillary também falaram sobre a questão das mudanças climáticas e Lula mencionou a necessidade de esforços para que a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada no México no final deste ano, termine com um acordo mundial.

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