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Brasil bate recorde em doação de órgãos, segundo Saúde

16 Mar 2011 - 11h20Por Uol

Dados do Ministério da Saúde apontam para novo recorde de doações de órgãos no Brasil: o crescimento foi de 14% em relação a 2009, totalizando 1.896 doadores. Com esse desempenho, o Brasil atingiu a marca de 9,9 doadores Por Milhão de Pessoas (pmp).

O desempenho reforça a posição do Brasil entre os maiores sistemas públicos de transplantes em todo o mundo. O aumento é consequência de um melhor Sistema Nacional de Transplantes (SNT), além do maior repasse de recursos para o setor.

A média nacional de doações (9,9 pmp) também apresentou aumento de 13,8% em relação a 2009, quando o índice era de 8,7 pmp. Nos últimos sete anos, a média de crescimento anual tem sido de 7%.

Alguns Estados, como Santa Catariana e São Paulo, mantêm índices de doações próximos aos de países altamente desenvolvidos, como Espanha e Canadá, que mantêm médias acima de 20 doadores pmp. Os índices de doações de Santa Catarina e São Paulo são, respectivamente, de 17 pmp e 21 pmp.

O número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas) cresceu 7% em apenas um ano. No último ano, foram realizados no Brasil 6.422 transplantes do tipo, enquanto que em 2009 foram 5.999. Comparadas as quantidades de transplantes de órgãos sólidos realizadas em 2003 e 2010, o crescimento foi de 53,12%. Em 2003, foram realizados 4.194 procedimentos deste tipo.

Já a totalidade de transplantes – considerando órgãos sólidos, tecidos (córneas) e células (medula) – saiu dos 20.253 em 2009 para 21.040 no ano passado. A ampliação do número de transplantes no Brasil se deve ao aperfeiçoamento dos processos de doação, como notificações por morte encefálica mais precoces, cuidado intensivo dos doadores, melhorias logísticas e ao grande aporte financeiro no Sistema Nacional de Transplantes, que tem sido cada vez maior.

O Ministério da Saúde informa que seus investimentos no setor mais do que triplicaram nos últimos oito anos. Em 2010, o valor chegou a R$ 1,198 bilhão. Já, em 2003 o investimento foi de R$ 327,85 milhões. O Sistema Único de Saúde (SUS) responde por 95% dos transplantes de órgãos sólidos.

o número de transplantes de medula óssea apresentou um expressivo aumento, saindo de 1.531 cirurgias em 2009 para 1.695 em 2010, um crescimento de 10,7% em um ano e de 74,38% desde 2003, quando foram registrados 972 transplantes. A grande expansão do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o principal motivo desse aumento no número de cirurgias do tipo.

Atualmente, o Brasil possui dois milhões de doadores cadastrados, sendo o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). Em 2003, o cadastro brasileiro contava com apenas 49,5 mil voluntários.
 

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