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BR 262 terá passagens subterrâneas para travessia de animais

23 Out 2010 - 09h16Por De Campo Grande
A BR 262 terá 100 passagens subterrâneas para a passagem de animais silvestres. A adaptação do trecho que fica no Pantanal tornará a 262 a primeira rodovia ecológica. A licença ambiental para as obras de adaptação da rodovia foi assinada pelo presidente do Ibama, Aberlardo Bayama.

A Superintendência do Ibama em Mato Grosso do Sul confirmou as obras de ampliação da rodovia no trecho dentro do Pantanal, que vai de Anastácio, a 225 quilômetros de Campo Grande, até Corumbá, a 410 km da Capital.

Por determinação do Núcleo de Licenciamento do Ibama, as obras no trecho mais ecológico da 262, que corta o Estado de Leste a Oeste, terá passagens subterrâneas e ou túneis.
Os pontos de passagem de animais já foram demarcados pelo biólogo Wagner Fisher, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), além de estudo de impacto ambiental da UFMS e levantados por um estudo de impacto ambiental exigido ao DNIT pelo Ibama. O estudo foi realizado pela Embrapa – Pantanal.

De acordo com estimativas, calcula-se que mais de 8 mil animais são atropelados nas rodovias de Mato Grosso do Sul a cada ano.

Além das passagens subterrâneas sinalizadas e com alambrados para direcionamento dos animais, as margens da rodovia terão recomposição total da vegetação ciliar com espécies nativas

A BR 262 também terá sinalização especial com redutores de velocidade, monitoramento especial da PRF e sinalização especial em placas, informando que a BR se trata de uma rodovia "ecológica" e atravessa área de preservação permanente e se constitui no bioma Pantanal, exigindo, portanto, cuidados especiais com a fauna e a flora.

Um trecho de 26 km na região do Buraco das Piranhas terá cercas especiais com inclinação de 30 graus para que os animais não atravessem a pista. Por ser uma região alagada, não deve haver passagem subterrânea. Mas haverá sinais sonoros e armadilhas fotográficas que vão servir ao monitoramento do fluxo de animais e avaliação dos índices de atropelamento.

Laboratório

Segundo o superintendente do Ibama, a rodovia também será liberada para estudos científicos. “Ela será um grande laboratório de pesquisas para estudos ambientais e o trecho no Pantanal é quase que totalmente preservado, exigindo cuidados especiais”.

O Ibama exigiu também que as construtoras destinem recursos a programas de educação ambiental voltados às comunidades locais, já que há previsão de os produtores rurais possam usar as passagens em tarefas de manejo dos rebanhos.

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