Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quarta, 27 de janeiro de 2021
Busca
Brasil

Bolsas de NY recuam em meio a risco nuclear no Japão

16 Mar 2011 - 11h06Por Uol

Nada essencialmente mudou de ontem para hoje, mas mesmo assim os mercados globais tentam se reerguer, em meio à crise nuclear no Japão. Nos Estados Unidos, as Bolsas de Nova York abriram o dia em baixa, com os dados do mercado imobiliário divulgados mais cedo atrapalhando o movimento. Às 10h57 (horário de Brasília), o índice Dow Jones recuava 0,43%, o Nasdaq caía 0,24% e o S&P-500 registrava baixa de 0,33%.

Depois de cair 16% entre segunda e terça-feira, a Bolsa de Tóquio fechou hoje em alta de 5,7%, em um movimento de caça às pechinchas. Mas todos os riscos existentes até ontem continuam sobre a mesa e os mercados podem apenas tentar pegar fôlego antes de cair novamente. O risco de uma catástrofe nuclear segue alto, o mundo árabe parece longe de encontrar a paz e a Europa mantém seus problemas de dívida soberana.


O governo japonês continua injetando liquidez no sistema financeiro para tentar acalmar os mercados. Hoje, o Banco do Japão (o banco central do país) ofertou mais US$ 170,644 bilhões em recursos ao mercado financeiro. A ministra das finanças da França, Christine Lagarde, pediu um encontro com os países do G-7 (que reúne as sete maiores economias do mundo), para encontrar meios de ajudar financeiramente o Japão, inclusive com possibilidade de compras de bônus.


O economista-chefe global da Standard & Poor's, David Wyss, disse ontem em teleconferência que, excluindo os problemas nucleares, o impacto do terremoto e do tsunami na economia do país parece gerenciável. A questão é que está difícil o governo japonês excluir essa ameaça nuclear. Na verdade, ela aumentou significativamente hoje, diante do anúncio feito por autoridades japonesas de que um segundo reator da planta de Fukushima Daiichi pode ter se rompido e estar liberando vapor radioativo.


Na Líbia, o presidente Muamar Kadafi segue tentando retomar o controle das cidades dominadas por rebeldes e mais mortos vão se somando à lista da batalha para tirar o ditador do poder. No Bahrein, a polícia matou três manifestantes e feriu dezenas numa tentativa de conter os protestos na capital, Manama. O país está em estado de emergência e a Bolsa de Bahrein permaneceu fechada. As tensões no norte da África e no Oriente Médio dão força aos preços do petróleo.


Na Europa, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating (classificação de risco) soberano de Portugal em dois níveis, de A1 para A3, com perspectiva negativa, diante da percepção de que o país não conseguirá fazer os ajustes fiscais necessários. Nos EUA, a construção de moradias teve a maior queda mensal em 27 anos em fevereiro, de 22,5%, para 479 mil.


Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 1,6% em fevereiro, o maior aumento desde junho de 2009 e acima da expectativa de alta de 0,6%. O núcleo do PPI subiu 0,2%, como esperado. O déficit em conta corrente do país, por sua vez, caiu para US$ 113,3 bilhões no quarto trimestre de 2010, de US$ 125,5 bilhões no terceiro trimestre. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) decidiu manter a política de juro zero. A autoridade monetária também ressaltou que os gastos com consumo e o mercado de trabalho tiveram alguma melhora e disse que a inflação está contida.
 

Deixe seu Comentário

Leia Também

SONHOS INTERROMPIDOS
Pais perdem filho de 7 anos em tragédia na BR-376: "Passaram o dia montando a casa para receber ele"
AUXILIO POPULAÇÃO
Governo federal aprova auxílio emergencial para 196 mil pessoas
UTI LOTADAS
13 crianças com covid estão em estado grave em Cuiabá
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Mãe descobre estupro ao desconfiar que filha de 12 anos tinha ciúmes do padrasto
VIRUS A SOLTA
Caixão com corpo que tinha identificação de risco biológico por Covid é achado em estrada
TRAGEDIA NA RODOVIA
Jovem fez vídeo antes de morrer em acidente no Paraná: 'Devagar, motora'
FATALIDADE
Padre cai de pedra em cachoeira e corpo é encontrado em poço
GANGUE DO TIJOLO
Menores entre 13 e 17 anos formam bando e fazem 'arrastão'; veja vídeo
LUZ DO DIA
Empresário é executado com três tiros dentro de carro
SELFIE DA MORTE
Professora tenta tirar selfie e morre afogada ao cair no mar