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Bernal processa Elizeu e pede que Câmara o casse por quebra de decoro

9 Set 2013 - 17h45Por Campo Grande News

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), informou esta tarde, em entrevista coletiva, que já propôs medidas contra o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote, vereador Elizeu Dionízio (PSL), por tê-la chamado de ladrão, ao afirmando que o chefe do Executivo está “roubando dinheiro” da merenda escolar. Bernal anunciou que entrou com representação criminal, pedido judicial de indenização por danos morais e requereu abertura de punição na Câmara de Campo Grande por quebra de decoro parlamentar.

Ao pedir a cassação de Elizeu, o prefeito Alcides Bernal se antecipa ao pedido que o relator da CPI do Calote já declarou várias vezes que irá fazer, no sentido de instalação de uma Comissão Processante visando o “impeachment” do atual chefe do Executivo municipal.

Para o prefeito, o vereador Elizeu praticou crime contra a honra, o que o levou a pedir previdências legais à Procuradoria Geral de Justiça do Estado. “Deve ser processado por calúnia, injúria e difamação”, afirmou o progressista. “Ninguém tem o direito de chamar outro de ladrão”, protestou. “Falar que o prefeito rouba merenda e dinheiro do tapa-buraco é crime”, emendou, observando que há um agravante, o fato de Elizeu ser servidor público.

A principal acusação de Elizeu Dionízio é relativo à contratação da empresa Salute Distribuidora de Alimentos para abastecer com merenda os Centro de Educação Infantil (Ceinfs). Para o relator da CPI do Calote, trata-se de uma empresa de “fachada” montada exclusivamente para atender à prefeitura, havendo infringência à lei de licitação.

Sobre a merenda, Bernal não falou nada durante a entrevista coletiva. Restringiu-se a dar números sobre a operação tapa-buracos. Segundo ele, enquanto o ex-prefeito Nelsinho Trad gastou R$ 81,5 milhões nesse setor nos últimos seis meses de 2012, sua gestão conseguiu fazer o serviço por apenas R$ 33,9 milhões no primeiro semestre deste ano. Além disso, no revestimento primário, no confronto entre a despesa da gestão anterior e da atual, teria sido R$ 101,2 milhões contra R$ 26,2 milhões. “A economia total que fizemos foi de R$ 122,6 milhões”, salientou. “Portando, Elizeu cometeu uma irresponsabilidade”, emendou.

Ressaltou ainda que antes a cidade tinha mais buracos do que hoje e não possuía nada de asfalto recapeado. “O único recapeamento foi com dinheiro do governo do Estado”, lembrou Bernal, referindo-se à Av. Afonso Pena. “Nós já recapeamento a Av. das Bandeiras e vamos fazer muito mais, como a Av. Guaicurus”, comparou.

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