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Barreira a aves do RS gera perda de R$ 2,6 milhões

22 Jul 2006 - 10h45

As barreiras sanitárias impostas por Santa Catarina a produtos avícolas do Rio Grande do Sul deram prejuízo de cerca de R$ 2,6 milhões a criadores de aves gaúchos, segundo avaliação da Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura). As medidas foram tomadas por Santa Catarina depois que um foco da doença de Newcastle, que atinge as aves, foi descoberto em propriedade no município gaúcho de Vale Real.

A Asgav qualifica como "exageradas" as medidas adotadas por Santa Catarina diante do foco de Newcastle registrado em uma propriedade não industrial. "O Estado vizinho tem o direito de mudar de atitude quando uma doença é detectada, mas deve haver maior flexibilização", disse José Eduardo dos Santos, secretário-executivo da Asgav.

De acordo com a associação, desde o dia 5, quando começaram as restrições, o prejuízo do setor avícola gaúcho é de R$ 2,6 milhões. Segundo os dados, 223 mil dúzias de ovos e 1,2 milhão de pintos deixaram de ser enviados para Santa Catarina. "Alguns produtores começaram a acumular ovos e material genético [ovos férteis] nos estoques", afirmou Santos.

Depois de proibir totalmente a passagem e o ingresso de aves e produtos avícolas, o governo de Santa Catarina liberou o trânsito e a entrada de ovos, carnes e produtos industrializados por três corredores sanitários. Aves vivas vindas do Rio Grande do Sul continuam proibidas de transitar pelo Estado, com exceção dos pintos de um dia de galinhas e perus.

Ontem, a pedido do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), o secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Felipe Luz, disse que iria editar uma portaria para liberar a entrada de ovos férteis no Estado. A liberação deve ocorrer na segunda. "Com essa medida, o prejuízo tende a ser recuperado", disse Santos.

"A entrada de aves adultas nunca será permitida. O prejuízo das avícolas gaúchas não me sensibiliza, pois eu preciso defender Santa Catarina. O interesse das indústrias não pode valer mais do que o interesse coletivo", disse Luz. Agora, os Estados do Sul, maiores produtores e exportadores de aves do Brasil, trabalham pela implementação do programa de regionalização sanitária da avicultura, a exemplo do existente para a febre aftosa.

O programa visa preservar as regiões não afetadas por uma doença aviária e facilitar a erradicação de focos no país. A doença de Newcastle ocorrera pela última vez no Brasil, em 2001, em Nova Roma (GO). O último registro da doença em Santa Catarina foi em 1984.

 

 

Folha Online

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