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Banco Mundial prevê crescimento de 4% para América Latina

13 Jan 2011 - 08h58Por VEJA
BM (Banco Mundial) divulgou nesta quarta-feira a previsão de que o crescimento na América Latina rondará os 4% em 2011 e 2012, e alertou que, apesar das boas perspectivas da região, existem riscos, como o da valorização das divisas. O estudo destaca que a região da América Latina e Caribe saiu da crise "mais rápido que o esperado", demonstrando que sua capacidade para superar percalços econômicos temporários é muito superior à do passado.

Ainda assim, a zona não está isenta de riscos. Um dos desafios "primordiais" é fazer frente ao desembarque de fluxos de capitais e ao efeito "desestabilizador" que estes podem ter sobre as taxas de câmbio, competitividade externa e valor dos ativos. O BM destaca que no caso dos países exportadores de matérias-primas, as medidas de estímulo nos países desenvolvidos podem de fato traduzir-se em fluxos de capital ainda maiores.

"Embora para muitos países os fluxos tenham sido positivos, ajudando a estimular investimentos produtivos, em outros, sobretudo no Brasil, contribuíram para o auge do crédito, que aumentou rapidamente as importações e o valor dos ativos", destaca a análise.

O organismo multilateral aponta, por outro lado, que os atrasos no momento de retirar as medidas de estímulo poderiam estar contribuindo para respaldar um crescimento "insustentável".

O estudo ressalta que os elevados preços das matérias-primas impulsionaram as exportações, o que, somado ao fácil acesso ao crédito, alimentou a demanda doméstica.

O risco em uma situação deste tipo é que o crescimento global seja inferior ao previsto e que os lucros acumulados na região se revertam rapidamente, indicou o BM.

O México e os países importadores de matérias-primas da América Central e Caribe, fortemente dependentes do turismo e das remessas, seguem "particularmente vulneráveis".

Por outro lado, o relatório lembra que a preocupação pela dívida soberana europeia voltou a intensificar-se, o que poderia afetar a região.

"A América Latina tem estreitos vínculos financeiros e comerciais tanto com a Espanha como com Portugal e poderia se ver exposta a repercussões significativas se as condições seguirem deteriorando-se de forma acentuada", destacou o BM.

O relatório especifica que, por enquanto, esses riscos não se materializaram, e aponta que de fato os bancos espanhóis e portugueses expandiram seus negócios na região atraídos por suas boas previsões de crescimento.

Na América Latina, Chile e Peru se destacam com taxas de crescimento que devem ser superiores a 5% em 2011 e 2012.

Brasil, Argentina e Uruguai também estão entre os países com bom desempenho, com crescimento previsto para mais de 4%.

O relatório apresentado nesta quarta prevê que a economia mundial crescerá 3,3% este ano e 3,6% em 2012, impulsionada pelos países em desenvolvimento.

Segundo as projeções do organismo, os países em desenvolvimento crescerão 6% este ano e 6,1% em 2012, contra 2,4% e 2,7% dos países desenvolvidos, respectivamente.

"É a história de dois mundos diferentes", afirmou o economista do BM Hans Timmer, durante a entrevista coletiva para a apresentação do relatório.

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