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Bancada assume responsabilidade de socorrer desabrigados em MS

15 Mar 2011 - 07h17Por Conjuntura Online
O teor dos discursos da reunião desta segunda-feira na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) foi um só: o de unir forças em favor das cidades atingidas pelos temporais que caíram nos últimos dias no Estado.
 
Tanto o governador André Puccinelli (PMDB) quanto os integrantes da bancada federal defenderam a união da classe política na tentativa de convencer o governo federal a liberar recursos emergenciais compatíveis com a realidade de cada município.
 
Apesar disso, os prefeitos não ouviram de ninguém a garantia de que haverá certeza na liberação de verbas federais, mesmo diante da promessa do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra,  que de o governo federal irá destinar R$ 5 milhões para ajudar os desabrigados.
 
O governador preferiu aconselhar os prefeitos a elaborar bem os decretos de “situação de emergência” sob o risco de não receber recursos federais. Segundo ele, por falta de documentação muitos municípios deixam de receber dinheiro.
 
Ele disse que nem mesmo os mais de R$ 9 milhões solicitados do governo federal para socorrer oito municípios que decretaram situação de emergência em setembro de 2010 ainda não foram liberados. Porém, fez novo apelo ao ministro Fernando Bezerra, com quem esteve reunido na última sexta-feira, em Campo Grande, juntamente com 13 prefeitos cujos municípios foram impactados.
 
Coordenador da bancada federal, o senador Delcídio do Amaral (PT) lamentou o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano, o que prejudicou as emendas parlamentares. No total, Mato Grosso do Sul perdeu R$ 101 milhões como parte de emendas de bancada.
 
“Não é bom cortar orçamento, ninguém gosta. O mundo enfrentou uma crise e o governo brasileiro tomou medidas para contrabalancear, mas evidentemente a realidade é outra. Fui relator do orçamento e sei que não é tarefa fácil fazer os ajustes no governo da presidente Dilma”, discursou o petista, ao prometer empenho na tentativa de convencer o governo federal a mudar de ideia.
 
A senadora Marisa Serrano (PSDB) disse reconhecer que o momento é dos mais difíceis, mesmo porque, segundo ela, se o governo está promovendo cortes é porque está sinalizando que a situação não está boa.
 
Apesar disso, a tucana garantiu que a bancada federal está unidade para atuar em favor dos prefeitos. “O que vocês pedirem é o que vamos reivindicar”.
 
“Temos de chamar a responsabilidade para si. Lamentavelmente esse problema não só acontece com Mato Grosso do Sul, aconteceu com o Rio de Janeiro e com o Rio Grande do Sul. Vai vir mais recursos, mas é preciso uma grande mobilização”,  conclamou o senador Waldemir Moka (PMDB), aproveitando para pedir pressão total das entidades municipalistas, como a Assomasul, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) e FNP (Frente Nacional de Prefeitos.
 
Moka observou que, além de verbas emergenciais, os municípios precisam de dinheiro novo, lembrando que até mesmo recursos já empenhados em anos anteriores pelos mesmos problemas, ainda não foram liberados devido à burocracia.
 
O presidente da Assomasul, Jocelito Krug (PMDB), disse que o problema maior é com as estradas vicinais, o que vem a comprometer tanto o escoamento da safra agrícola quanto o transporte escolar.
 
Ele defendeu um esforço concentrado dos prefeitos e da bancada federal no sentido de se encontrar uma solução para o problema que afeta vários municípios do Estado.
 
Estiveram presentes, além do governador e os três senadores, a vice-governadora Simone Tebet (PMDB), os deputados federais Antonio Carlos Biffi (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB), Fábio Trad (PMDB), Edson Giroto (PR), Geraldo Resende (PMDB), Marçal Filho (PMDB) e Aldo Rebelo (PCdoB/SP), deputados estaduais Professor Rinaldo (PSDB), Eduardo Rocha (PMDB), Márcio Monteiro (PSDB), Mara Caseiro (PTdoB),  além de secretários de Estado.

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