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Avaliação do ensino superior começa hoje em todo o Brasil

1 Set 2004 - 10h48
 

A nova avaliação do ensino superior no País começa hoje com as instituições tentando analisar a si mesmas. A auto-avaliação é a primeira das três fases do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) e pode levar até dois anos. A próxima fase é o Exame Nacional de Desempenho (Enade), o novo Provão, que acontece em 7 de novembro.

O Enade contará com duração de quatro horas e será realizado por estudantes dos cursos de Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia.

As provas terão 10 questões de avaliação da formação geral, comum aos cursos de todas as áreas, e 30 questões específicas para cada área do conhecimento. Nas duas partes, as questões serão discursivas e de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e estudos de casos.

O sistema completo de avaliação prevê auto-avaliação, a avaliação por comissões externas e o Enade. Quando tiver o resultado desses três pontos o MEC fará um relatório final sobre cada instituição. Terá três anos para se concluir se uma instituição é realmente ruim.

"Esse sistema tem alta complexidade, muita precisão, muita abrangência e ela demora. Nossa visão é mais de médio e longo prazo", disse em Brasília o ministro da Educação, Tarso Genro.

Atualmente, 80,6% das 2.124 instituições de ensino superior formaram suas comissões de avaliação, incluindo 64% das estaduais que, por lei, não são obrigadas a participar. Das universidades federais, 87,2% têm as comissões. Entre as privadas, o índice é de 82,6%.

Cada instituição receberá um prazo, de até dois anos, para finalizar sua auto-avaliação. Depois, haverá avaliação externa, terceira fase do processo, que será conduzida por especialistas em cada área de conhecimento.

Na auto-avaliação as instituições terão que seguir um roteiro preparado pelo MEC para que possa haver comparação entre os resultados. Ele prevê quatro áreas de avaliação - ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação - com pontos que todas deverão levar em conta, o chamado núcleo básico, e outros pontos opcionais, adequados ao perfil e tamanho da instituição.

No ensino, por exemplo, todas as instituições terão que avaliar as práticas pedagógicas e a pertinência dos currículos. E poderão optar por incluir, por exemplo, a periodicidade com que os currículos são renovados. Na pesquisa, um dos pontos obrigatórios é analisar se os estudos têm relevância social. Na parte optativa, pode-se avaliar se há incentivo para formação de novos pesquisadores.

 

Terra Redação

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