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Brasil

Atlético-PR derruba Fla "sem ataque" no caldeirão da Arena da Baixada

23 Ago 2010 - 09h50Por Globo Esporte

O caldeirão basta. O Atlético-PR não jogou bem, tão pouco empolgou os 23 mil presentes na tarde deste domingo. Mas tabu é tabu. E um gol de cabeça de Manoel garantiu a magra vitória por 1 a 0 e mostrou por que o Flamengo tem pânico das partidas na Arena da Baixada. Este foi o 11º duelo no estádio, com nove vitórias do mandante e dois empates.

O Furacão, que passou a noite no Z-4, respira. O time chegou aos 17 pontos e fica na 13ª posição, pelo menos até o fim dos jogos das 18h30m. O destaque da partida foi o ligeiro Maikon Leite.

O time carioca, por sua vez, também confirmou sua fraqueza ofensiva e precisa mais do que nunca da estreia da dupla Deivid e Diogo para voltar a ter um ataque respeitável. Nos oito jogos pós-Copa, a equipe fez quatro gols, dois deles de pênalti.

Diante de números tão ruins, a equipe manteve os 20 pontos, caiu para o nono lugar e distanciou-se do G-4. E ainda pode perder posições com os jogos das 18h30m.

Apesar da derrota, em alguns momentos do primeiro tempo a torcida do Fla imaginou que o trauma da Arena chegaria ao fim. O time teve mais posse de bola, envolveu o adversário em alguns momentos, mas não passou disso. Rogério Lourenço começou com Val Baiano e Leandro Amaral e no intervalo decidiu trocá-los por Borja e Vinícius Pacheco. O que era razoável ficou péssimo, e o time carioca passou a ser martelado até sofrer o gol de cabeça, aos 37 minutos da etapa final.

Na próxima rodada, os curitibanos visitam o Grêmio Prudente, quarta-feira, no Prudentão. No dia seguinte, o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã.

Fla domina, mas não finaliza

A posição desconfortável na tabela não desanimou a torcida do Atlético-PR, que tomou as arquibancadas da Arena. A escalação com três atacantes (Marcelo, Maikon Leite e Bruno Mineiro) também evidenciou a necessidade de vitória.

O Flamengo fugiu das características predominantes da gestão Rogério Lourenço. Ao contrário dos outros jogos, o time abandonou a cautela defensiva e posicionou-se mais à frente, dominando o adversário desde o início. Mas a primeira chance foi dos anfitriões. Aos nove minutos, Bruno Mineiro ajeitou, Maikon Leite girou e bateu para fora, à direita da trave.

Sob o olhar de Sidnei Lobo, assistente do técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Willians deu o primeiro chute do Flamengo aos 11. Mas errou por muito. Em contra-ataque rápido, aos 16, Petkovic lançou rasteiro para Val Baiano. Manoel chegou antes, mas por pouco não fez gol contra.

O Atlético chegou perto duas vezes. Primeiro, Olberdam cabeceou para fora, mas assustou Marcelo Lomba. Depois, aos 25, foi a vez de Maikon Leite chutar, a bola desviar em Jean e parar nas mãos do goleiro carioca.

Aos 27, Petkovic orquestrou um bom ataque.
Driblou Rhodolfo, tabelou com Val Baiano, mas o passe final para o atacante foi muito à frente, e a zaga cortou. Depois de uma jogada perigosa de Leandro Amaral e Petkovic que, mais uma vez, esbarrou na zaga adversária, o Flamengo precisou do travessão para se salvar em chute de Paulo Baier, aos 39. O lance despertou o Furacão nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 42, Maikon Leite cruzou rasteiro da direita e Paulo Baier, livre e sem goleiro, conseguiu perder.

Ataque novo dos cariocas dá força ao Furacão
No intervalo, Rogério Lourenço mudou a dupla de ataque. Saíram Val Baiano e Leandro Amaral, que não estavam mal no jogo, e entraram Borja e Vinícius Pacheco. A situação ficou pior, bem pior para os cariocas. Em um sopro de esperança, um zagueiro quase fez para o Flamengo. Aos três, Ronaldo Angelim cabeceou após cobrança de escanteio e Neto fez defesa espetacular.

O Atlético-PR reclamou de um pênalti de Correa em Maikon Leite, aos 13 minutos, mas Carlos Eugênio Simon mandou corretamente o lance seguir. No contra-ataque, Vinícius Pacheco chutou fraco e o goleiro do Furacão agasalhou. O mesmo Vinícius quase deu sorte aos 23. A bola desviou na zaga e Neto teve que agir para impedir o gol.

Melhor jogador em campo, Maikon Leite driblou Jean e por pouco não acertou o ângulo esquerdo. O gol dos donos da casa demorou, mas saiu. Paulo Baier cobrou escanteio da direita, Manoel se antecipou à zaga, aos 37, e cabeceou para as redes.

O Flamengo lançou-se ao ataque e Vinícius Pacheco teve ótima chance de cabeça. Mas como o forte não é finalizar, a bola foi para fora. Dali em diante, o Atlético-PR perdeu algumas chances e administrou a vitória.

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