Menu
SADER_FULL
sábado, 23 de outubro de 2021
Busca
Brasil

Atentados deixam mais de 70 mortos no Iraque

30 Ago 2006 - 16h57
A violência deixou um saldo de mais de 70 feridos no Iraque nesta quarta-feira, 24 deles num atentado contra um popular mercado do centro de Bagdá, apesar das declarações do exército americano de que a situação de segurança na capital iraquiana melhorou. Pelo menos 24 pessoas morreram e 35 ficaram feridas quando uma bomba explodiu no mercado de Shorja, o mais importante da capital e muito freqüentado na hora em que ocorreu o atentado, por volta das 10h da manhã (local). A bomba estava escondida em uma bolsa, entre bicicletas estacionadas.

Poças de sangue e restos de carne queimada mostravam a potência de explosão, enquanto que as vitrines de inúmeras lojas ficaram aos pedaços e vários carros pegaram fogo. Pouco depois da explosão, os habitantes começaram a reunir os bens das vítimas, espalhados pelas ruas, para levá-los à mesquita mais próxima. O mercado de Shorja é alvo freqüente de atentados. O anterior havia deixado 10 mortos e 69 feridos em 8 de agosto, quando duas bombas explodiram com poucos minutos de intervalo.

O ataque desta quarta-feira foi executado apesar da operação "Avante juntos", que tem como meta combater a violência na capital iraquiana, com a presença de 30.000 oficiais, americanos e iraquianos.

Pouco depois, um duplo atentado sacudiu Karrada, um bairro comercial do centro de Bagdá, matando três pessoas e ferindo 14 na fila de espera de um posto de gasolina. Em Hilla, 120 km ao sul de Bagdá, a explosão de uma moto-bomba nas imediações de um centro de recrutamento do Exército deixou pelo menos 12 mortos e 38 feridos.

O centro de recrutamento, destinado aos habitantes das províncias de Kerbala, Samawa e Najaf, o sul xiita do país, havia começado a funcionar há apenas quatro dias. Mais de mil pessoas estavam diante do centro de recrutamento, no bairro de Nadir, zona sul de Hilla, segundo a polícia. Os insurgentes atacam regularmente os centros de recrutamento da polícia e do Exército iraquianos para dissuadir os jovens de integrar as forças de segurança.

Uma fonte do hospital de Yarmuk disse que o centro médico recebeu o corpo de um tenente-coronel do Exército iraquiano e de dois homens mortos em confrontos na região de Dura. Outro oficial do Exército iraquiano foi morto e dois ficaram feridos na explosão de uma bomba à margem da estrada que liga a cidade de Kut a Bagdá.

Em outros ataques na capital, em particular nos bairros de Dura (sul) e de Amariya (oeste), dez pessoas morreram, entre elas um oficial do exército iraquiano. Dois dos atacantes também morreram. Em Balad, norte da capital, homens armados mataram uma mulher em sua casa, dois dias depois da morte de seu marido nas mesmas condições, e em Baiji, também ao norte, os empregados de uma padaria foram vítimas de disparos que causaram a morte de um deles. A polícia encontrou cinco corpos às margens do rio Tigre, todos vendados e com tiros na cabeça, sinais da violência sectária praticada por esquadrões da morte da capital.

Além disso, uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas, incluindo três policiais, quando uma manifestação virou rebelião na manhã desta quarta-feira em Samawa, 250 km ao sul de Bagdá. Os manifestantes, reunidos em frente à sede do governo provincial de Muthanna, queriam se alistar no Exército.

Os novos atentados não coincidem com o otimismo manifestado no domingo pelo general americano George Casey, comandante da força multinacional no Iraque. De acordo com o militar, desde meados de julho as estatísticas que medem o nível de violência diminuíram, em particular em Bagdá, nos bairros envolvidos na operação "Avante juntos". "Nos bairros de Dura, Amariyah e Gazaliyah, a vida retoma pouco a pouco seu curso normal. As lojas voltam a abrir as portas, os habitantes caminham livremente pelas ruas", disse o general.

No entanto, apesar das declarações otimistas, destacou que as forças de segurança iraquianas, os soldados da coalizão, o governo e o povo iraquianos ainda terão um árduo trabalho. De acordo com o Exército dos Estados Unidos, a violência registrou queda de 46% em Bagdá desde o início de agosto, em uma comparação com o mês anterior. No total, 141.000 soldados americanos estão mobilizados atualmente no Iraque. Washington não prevê uma redução considerável do número de oficiais em breve, como lembrou na terça-feira a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. "Se abandonarmos os iraquianos antes que o governo seja forte o suficiente para garantir a segurança do país, mostraremos aos reformistas da região que não podem ter confiança nos Estados Unidos", declarou Rice. "Não deixaremos a eles um país sem Estado no Iraque, como aconteceu com o Afeganistão nos anos 90, quando o país se transformou em base da Al-Qaeda e plataforma de lançamento dos terroristas aéreos de 11 de setembro", acrescentou Rice.

Por último, o ministro da Defesa, Abdel Kader Mohammed Jassim, denunciou nesta quarta-feira o acordo concluído entre as autoridades locais de Diwaniya e os milicianos xiitas do Exército de Mehdi, depois dos enfrentamentos que deixaram 81 mortos no domingo e segunda-feira nesta cidade ao sul de Bagdá.

 

 

Terra

Leia Também

OLIMPÍADA 2024
Atletas de MS terão bolsas de até R$ 7 mil para competir nos jogos olímpicos
LIÇÕES DA BÍBLIA
Estudo adicional
VOLTOU A SUBIR
Covid-19: Brasil registra 15.609 casos e 373 mortes em 24 horas
ESTAVA DESAPARECIDO
Corpo de pescador é encontrado dentro de jacaré
LIÇÕES DA BÍBLIA
O principal mandamento
BAIXARAM A GUARDA
Covid-19: Brasil registra 390 mortes e 12,9 mil casos em 24 horas
LIÇÕES DA BÍBLIA
Se me amam, guardarão os Meus mandamentos
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Funtrab está com 655 vagas para indígenas interessados em trabalhar em lavouras de maçã em SC e RS
ALERTA TEMPORAIS
Chance de Tempestades (La Ninã) no final do ano é de 87%, aponta atualização do NOAA
LIÇÕES DA BÍBLIA
Ele nos amou primeiro