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Aspirina pode ajudar pacientes com câncer de próstata

7 Mar 2011 - 15h00Por Instituto Nacional do Câncer

Há mais de cem anos, o ácido acetilsalicílico tem sido usado como elixir contra febre, enxaqueca e dores musculares. Nesse meio tempo, outras aplicações foram descobertas para o medicamento, mais conhecido pelo nome comercial de aspirina.

Evidências científicas mostraram que ela evita a formação de coágulos no sangue e combate alguns tipos de tumores. Um estudo apresentado recentemente, na reunião anual da Sociedade Americana para Radiação Oncológica, em San Diego (EUA), sugeriu que o remédio também pode ajudar os portadores de câncer de próstata a viver mais.

A pesquisa, liderada pelo oncologista Kevin Choe, da Universidade de Dallas, no Texas, investigou a ação dos anticoagulantes na prevenção da mortalidade de homens com tumor maligno na próstata e que ainda não haviam desenvolvido metástase.

Mais de cinco mil pessoas participaram do estudo, que constatou uma queda de 50% no risco de morte entre o grupo que ingeriu algum tipo de anticoagulante - entre eles, a aspirina, consumida por 1.649 voluntários. De todos os afinadores de sangue, o ácido acetilsalicílico foi o que mostrou melhores resultados.

Menor risco de morte
De acordo com Choe, a motivação da pesquisa foi o fato de que cientistas já haviam constatado, anteriormente, que essas substâncias evitam o crescimento das células cancerígenas, assim como sua dispersão pelo organismo.

O médico lembra, porém, que a maior parte dos estudos feitos com pacientes de câncer, até agora, não foi conclusiva.

Enquanto alguns mostraram um bom resultado, outros não interferiram no estágio da doença.

Para Choe, isso se deve ao fato de os participantes das pesquisas anteriores já apresentarem metástase.

Se o câncer já se espalhou, então os anticoagulantes podem não ser tão benéficos— afirma, no estudo.

O trabalho que ele apresentou na reunião foi mais promissor. Os pacientes em estágio avançado foram os mais beneficiados e tiveram menor risco de morte, comparando-se àqueles que não ingeriram o medicamento.

Mostramos que os pacientes que tomam medicamentos afinadores do sangue têm menores riscos de morrer de câncer de próstata, e esse benefício foi mais proeminente nos que estavam com a doença mais avançada — , diz o pesquisador, ressaltando que os voluntários que fizeram parte da pesquisa haviam passado por cirurgia ou radioterapia, e que o medicamento foi apenas complementar.

O médico explica que há tempos existem evidências de que o câncer e o sistema circulatório podem ter alguma relação, embora ainda não se tenha esclarecido exatamente qual.

Apesar de o resultado do estudo ser promissor, Choe não recomenda que homens diagnosticados com câncer de próstata façam uso frequente da aspirina.

O presidente da Sociedade Americana para Radiação Oncológica disse concordar com Choe.

A descoberta é intrigante, mas os dados precisam ser confirmado. Temos de ter certeza de que os benefícios são maiores do que os riscos antes de recomendar o remédio aos pacientes — afirma Anthony Zietman

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