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Artigo: O Que distingue os homens dos animais irracionais ?

23 Fev 2010 - 18h30Por Pr. Mario Antonio da Silva

A consciência própria é o que serve de distinção entre o homem e os irracionais. O homem tem o dom de fixar em si mesmo o pensamento; e isso o faz cônscio de sua própria personalidade. A faculdade que ele tem de proferir o pronome EU, faz surgir um abismo intransponível entre ele e os outros animais. Nenhum animal jamais pronunciou o pronome EU, e a razão é que eles não tem consciência própria.

            O poder de pensar em coisas abstratas é outro ponto que separa o homem dos outros animais. Qualquer animal pode pensar numa laranja amarela, porém não é capaz de separar a cor amarela da laranja e pensar nela independente do objeto. Se um animal pensa numa cor, será uma cor identificada com algum objeto. O homem, ao contrário, tem capacidade de pensar não só na cor independente de qualquer objeto colorido, como também em outras coisas abstratas, tais como ódio, amor, prazer, etc.

            A capacidade de cogitar das coisas abstratas é privilégio exclusivo do homem, privilégio que lhe abre um campo vastíssimo de desenvolvimento, que ao irracional está eternamente fechado. Aqui temos uma das bases das artes, como a pintura, a escultura, etc.

            Chama-nos a atenção ainda o fato de que o homem reconhece a existência de uma lei moral a qual ele está sujeito. Por meio dela, o homem tem a consciência da diferença entre o bem e o mal, e compreende o dever de obedecer a lei moral, não só pelo respeito de qualquer autoridade exterior, como também por um constrangimento interior. Até o ente mais embrutecido reconhece a obrigação de andar em conformidade com esta lei moral, e todas as vezes que a transgride sente-se condenado pela consciência e até castigado pelo remorso. Este juízo pessoal é inevitável, pelo fato de conhecer o homem, a existência desta lei. Neste ponto o homem se afasta muito dos irracionais, porque ninguém jamais ouviu contar de um animal que desenvolvesse um roubo. O que se dá amiúde com os homens, Haja vista a “caixa da consciência”, instituída pelo governo americano do norte, com o intuito de receber, sem que saiba da procedência, quantias voluntariamente devolvidas por pessoas acusadas pela consciência de haverem defraudado o governo.

            Passam, às vezes, anos e anos, antes de aparecer o resultado da operação da consciência ou do remorso na vida das pessoas, mas finalmente, o homem cede, e decide espontaneamente a devolver aquilo a que não tem direito. O homem está sob o império da lei moral, esta constitui um dos pontos de distinção entre ele e o bruto. Podemos, portanto, apelar para a consciência do homem, porque ela é uma realidade.

            Finalmente, o homem funda instituições educativas, estabelecimentos comerciais e outros, e desenvolve, por todos os meios imagináveis, a marcha progressiva da raça humana. São tão grandes e numerosos os pontos de diferença entre o homem e o irracional que não há como confundi-los, salvo se desprezarmos estas considerações.

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