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Artigo Eleições 2010: Os Outros Candidatos a Presidente da República

31 Ago 2010 - 18h24Por

ELEIÇÕES 2010: OS OUTROS CANDIDATOS A PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

 

Wagner Cordeiro Chagas

Afinal quantos são os candidatos que concorrem ao cargo de presidente da República Federativa do Brasil? São três, como querem algumas emissoras de TV, ou nove, como registra o site do Tribunal Superior Eleitoral?

 

Apesar de haver uma ampla divulgação dos três principais presidenciáveis – Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) – existem mais seis personagens que pleiteiam o cargo mais importante da nação, são eles: Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), José Maria Eymael (PSDC), José Maria de Almeida (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO). Já que as maiores redes de televisão brasileira não divulgam esses personagens – e isso já ocorreu em pleitos anteriores - faço aqui um breve relato sobre eles, em consideração ao direito da livre expressão e da liberdade de escolha da população.

 

Plínio Sampaio, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tem 80 anos de idade, é promotor de Justiça aposentado do Estado de São Paulo, por três vezes exerceu mandato de deputado federal por esse estado (1963-1964/1985-1986 e 1987/1991) e pela primeira vez é candidato a presidente. Atuou como um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no início dos anos 1980. Em 2005, juntamente com outros petistas, deixou a sigla e ingressou nas fileiras da legenda em que está hoje.

 

O candidato do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), José Maria Eymael é uma figura bem conhecida nas disputas, já concorreu ao executivo federal em 1998 e 2006. Quem nunca ouviu o famoso refrão de seu jingle: “Ey, ey, ey, Eymael, um democrata cristão”. Evangélico, Eymael elegeu-se em 1986, deputado federal por São Paulo, sendo reeleito em 1990. No ano de 1995 ajudou a fundar o partido ao qual é filiado.

 

José Maria de Almeida, o Zé Maria, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), concorre pela terceira vez. Seu partido originou-se de um grupo dissidente conhecido como Convergência Socialista, que em 1992 rompeu com o PT. Três anos depois, em 1995, a sigla PSTU foi registrada no TSE. Famoso pela expressão “Contra burguês, vote 16”, o partido apresenta pela terceira vez o nome deste operário e sindicalista como alternativa a polarização PSDB-PT na Presidência da República e prega o socialismo como forma de superar as graves desigualdades sociais existentes no Brasil.

 

Ivan Pinheiro, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), traz de volta ao centro das campanhas presidenciais este importante partido político da história política nacional fundada em 1922, e que por várias vezes teve seus registros cassados. A última vez em que o PCB concorreu com candidatura própria ao Planalto foi em 1989 com Roberto Freire, atual presidente nacional do PPS. Advogado e atual Presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Pinheiro tem uma larga trajetória nos movimentos sociais e também defende um programa socialista para o país.

 

Outra figura destas eleições é Levy Fidelix, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Conhecido por defender há um bom tempo o projeto do aerotrem, considerado por ele como uma nova alternativa de transporte ferroviário urbano para as grandes metrópoles do país, Fidelix exerceu a função de apresentador de televisão (Bandeirantes e SBT) entre 1984 e 1985. Contribuiu com a fundação do extinto Partido Liberal (PL) no qual disputou em 1986, uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Tempos depois, ingressou no PRT e, em 1994 fundou o PRTB.

 

Pelo Partido da Causa Operária (PCO), aparece novamente Rui Costa Pimenta que já concorreu à Presidência em 2002 e 2006. Intelectual marxista, Pimenta é formado em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Estudou na Inglaterra e é autor de vários livros. Da mesma forma que Zé Maria, este concorrente fez parte das alas internas do PT e após romper com o partido, ajudou a formar o PCO. Sua candidatura também entra no rol daqueles que acreditam no socialismo como saída para as injustiças do sistema capitalista.

 

Enfim, socialista, comunista, capitalista, esquerdista, centrista ou direitista, não importa a ideologia, os demais candidatos ao cargo de chefe de Estado e de governo da República brasileira merecem e devem ser conhecidos pelos eleitores (as) para que não apareçam apenas como meros figurantes de um processo histórico tão importante como este que o país vive. Somente dessa maneira teremos a certeza de que vivemos numa verdadeira democracia.

 

    

 


Professor de História em Fátima do Sul-MS, licenciado pela UFGD e fatimassulense da gema. E-mail: wc-chagas@hotmail.com

 

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