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Após ação da PF, índios fecham a BR-262 em Miranda

30 Nov 2006 - 15h44

Pelo menos 50 índios estão bloqueando desde às 12 horas desta quinta-feira trecho da BR-262, na altura do quilômetro 550, no município de Miranda, para protestar contra a operação da Polícia Federal que apreendeu artesanatos feitos com penas de pássaros ameaçadas de extinção. De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a movimentação dos indígenas começou ainda na manhã de hoje e a pista está sendo impedida com pedaços de madeira.

A pista está fechada nos dois sentidos, com um engarrafamento que já atinge dois quilômetros, sendo que cerca de 18 carretas estão paradas no sentido Miranda-Campo Grande e outros 50 veículos estão impedidas de seguir viagem no sentido contrário. O bloqueio é uma reação dos indígenas contra a "Operação Drake", realizada ontem pela PF, que apreendeu diversos produtos artesanais que estavam sendo vendidos no Centro Referencial da Cultura Terena, em Miranda.

Os indígenas exigem a devolução dos artesanatos para liberarem a passagem pela rodovia. As peças artesanais apreendidas pela PF foram confeccionados por indígenas que vivem nas aldeias Moreira, Passarinho, Cachoeirinha, Lalima, Lagoinha, Babaçu, Argola e Morrinho, que sobrevivem basicamente de trabalhos temporários e programas sociais do Governo.

Operação Drake

A Operação Drake da PF desencadeada ontem provocou grande revolta e polêmica entre a comunidade indígena de Miranda, que exige a devolução dos produtos amplamente comercializados na região. Conforme a comunidade, as peças foram realizadas nos últimos seis anos, através de cursos ministrados em parceria com o Sebrae, FAT e Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Com a melhor qualificação dos artesãos, os produtos passaram a ser comercializados em diversos pontos do Estado, e até mesmo do Brasil. Segundo as testemunhas, a ação da polícia causou espanto, uma fez que em Miranda existe um Batalhão da Polícia Ambiental, que conhece os produtos e a forma de utilização dos mesmos pela comunidade indígena, e nunca houve nenhum tipo de questionamento.

Irineu Ferrari

A comunidade indígena está se preparando para protestar contra a apreensão, além de, exigir o direito de utilizar produtos naturais, como forma de independência econômica e cobrar providências das autoridades. De acordo com a polícia, as peças estavam irregulares e elas serão encaminhadas para a delegacia da Polícia Federal de Campo Grande.

A operação foi realizada em todo território nacional e, em Mato Grosso do Sul ela começou na terça-feira e foi encerrada ontem à noite. O objetivo da fiscalização é de prevenir e reprimir o crime ambiental. Ainda não há o balanço da operação.

 

 

Mídia Max

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