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Anvisa proíbe capina química e gera polêmica

8 Fev 2010 - 13h11Por Notícias.MS

Segundo a definição da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a capina química em áreas urbanas expõe a população ao risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora local.

Na segunda-feira, a agência emitiu nota esclarecendo a proibição desta prática nos municípios brasileiros. O diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, havia mencionado na ocasião que “inúmeras denúncias sobre a realização dessa prática ilegal e questionamentos da sociedade sobre a real necessidade da pulverização desses produtos químicos em ruas, calçadas, praças e parques das cidades”. Devido à ausência de segurança toxicológica, desde 2003 é proibida a aplicação de agrotóxicos em áreas urbanas.

A questão seria a preservação da saúde da população das cidades com a informação de que os herbicidas indicados para o uso urbano seriam os mesmos utilizados na agricultura, os quais possuem regras restritas para manipulação, aplicação e acesso posterior às áreas tratadas, como, por exemplo, o prazo de 24h na restrição dos locais onde o produto for aplicado, o que não acontece nas cidades.

Porém, o Diário MS Online recebeu do leitor Antonio Giovani Machado Menezes um e-mal contestando esta proibição com relação ao produto ‘glifosato’, que, segundo Antonio, é totalmente degradável e apresenta ‘faixa verde’ na classificação de sua toxicidade. “O produto é comprovadamente inofensivo ao solo ou ao meio ambiente”, disse.

Antonio menciona que “qualquer produtor, por mais leigo que seja, sabe que se usa-lo com água suja ou barrenta prejudica seu funcionamento”.

Antonio disse ainda que outros produtos “faixa vermelha”, altamente tóxicos e cancerígenos são comercializados livremente no Estado.

No final da nota, o leitor desabafa: “Diante disso tudo, só posso dizer que o nosso nobre diretor da Anvisa, não tem qualquer respaldo técnico em suas afirmações, levando-nos a crer que o mesmo está completamente “desanvisado” e desinformado com relação a herbicidas”.

Na terça-feira, a reportagem do Diário MS esteve nas ruas para apurar se o comércio específico desses produtos estava ciente das proibições. A maioria além de não saber, ficou completamente espantada com a proibição, alegando que o produto não traria qualquer dano às pessoas nas áreas urbanas.

Vale lembrar que a proibição continua, e que, para manusear qualquer produto tóxico é necessário o acompanhamento de pessoas especializadas no assunto.

 

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