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André diz que não vai “gargantear” no rádio e na TV

11 Ago 2010 - 15h15Por Fátima News

O governador André Puccinelli vai manter nos programas do horário político eleitoral no rádio e na tv, que começam a ser veiculados quarta-feira, dia 18, a mesma da linha que vem adotando no corpo-a-corpo com os eleitores em Campo Grande e no interior do Estado. “Vamos prestar contas do trabalho que realizamos neste primeiro mandato, detalhar o programa de metas para os próximos quatro anos, sem demagogia ou alardeando mentiras embaladas como propostas. Não gosto de ficar garganteando pelos quatro ventos o que não existe”, comentou o governador que nesta quarta-feira gravou suas primeiras aparições do programa eleitoral. “A população quer ouvir propostas, os debates sobre os rumos do estado, não está interessada em troca de ofensas, em bate-boca eletrônico”, diz o governador.

 

 

André tem dividido seu tempo entre os despachos administrativos aos quais se dedica pela manhã e à tarde, reservando a noite para as reuniões políticas. A campanha se mantém nas ruas durante o dia com caminhadas em Campo Grande coordenadas pela primeira-dama, Beth Puccinellli, e pela candidata a suplente em dobradinha com o deputado Waldemir Moka e o vice-prefeito Edil Albuquerque, Antonieta Trad, e o outro candidato ao Senado da coligação Amor,Trabalho e Fé, o vice-governador Murilo Zauith.

 

 

O governador diz que as restrições que a legislação eleitoral impôs (proibição  de showmicios, distribuição de brindes, realização de churrasco, arroz carreteiro), resgataram  um estilo de campanha que ele adotava no início da carreira, quando se candidatou pela primeira vez a prefeito em Fátima do Sul. “Estamos gastando muita sola de sapato. Enquanto o programa de TV não entra no ar, o jeito é bater de porta em porta  para pedir o voto do eleitor.

 

 

Muitas vezes, neste contato saem sugestões e mesmo cobranças sobre problemas em alguma área do governo. “Não tenho nenhuma dificuldade neste tête-à-tête porque temos trabalho para mostrar como resultado desses três anos e pouco mais de seis meses de trabalho”, assegura André que em 30 dias de campanha visitou localidades onde nenhum candidato ou mesmo governador visitou. Ele esteve, por exemplo, em Cipolândia - distrito de Aquidauana com pouco mais de 2 mil habitantes que fica a 70 quilômetros da área urbana. Passou um dia inteiro reunido com caciques terenas discutindo projetos voltados para à população indígena.

 

 

Herança

 

 

Nos pronunciamentos que faz nas reuniões políticas, André lembra que iniciou o governo com uma dívida de curto prazo de  R$  1,2 bilhão, um déficit de R$ 30 milhões, dia 7 de janeiro de 2007 as contas do Estado foram bloqueadas por falta de pagamento da parcela de dezembro da dívida da União e porque a contribuição do Pasep não foi recolhida. Conseguimos desbloquear 9 dias depois de pagar R$ 45,6 milhões à União que  puniu o calote com uma multa de R$ 20 milhões. Não havia dinheiro em caixa para pagar o salário de dezembro dos servidores. “ Para colocar a casa em ordem tivemos que praticamente parar a máquina em 2007. “A cota de combustível da polícia foi reduzida a  10 litros semanais por viatura. “Hoje esta cota é de 20 litros por dia”, conta o governador.

 

 

Depois de enfrentar a crise mundial de 2009 que derrubou a arrecadação, o Estado, conforme o governador, está com as contas equilibradas, recuperou sua capacidade de investimento, tem recursos para pagar os servidores, inclusive o décimo-terceiro. “Os empréstimos que os funcionários tiveram de fazer para o abono em seu próprio nome, custaram aos cofres públicos R$ 30 milhões em juros”, detalha. “Se antes perdíamos recursos, como o do programa pantanal, porque o Estado não tinha capacidade financeira, agora o BNDES e organismos internacionais como o BIRD, O BID, nós oferecem empréstimos, inclusive com aval da equipe econômica do Governo. “Isto é demonstra que o Governo tem credibilidade”.

 

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