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Ameaças on-line afetam crianças e adolescentes

19 Fev 2010 - 07h00Por Portal Uai

Pesquisa com alunos brasileiros, entre 10 e 17 anos, mostra que 33% deles já foram alvo de agressões e ofensas virtuais

.A universitária Brenda (nome fictício), de 17 anos, moradora de Belo Horizonte, nunca imaginou que a sua vida fosse se transformar ao simples toque de um mouse.

No início do ano, ao ver na tela do computador foto e uma série de fofocas a seu respeito, a jovem ficou horrorizada e chorou de raiva. “

É impressionante como alguém cria comunidades no Orkut e outras redes sociais inventando mentiras.

Fiquei muito triste, pois as demais pessoas podem formar uma imagem errada a nosso respeito e agir com preconceito antes mesmo de nos conhecerem.

Falam de tudo na internet, que a pessoa é gorda, chata, feia, gay e por aí vai”, lamenta a estudante que, muito magoada com a história, não gosta de alongar a conversa sobre o assunto nem se deixa fotografar.

Nesse universo virtual com espaço de sobra para deboche, calúnias e invenções, principalmente entre adolescentes, Brenda não está sozinha.

No Brasil, 33% dos adolescentes admitem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying, caracterizado por atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de um grupo. O dado consta em pesquisa divulgada ontem,

Dia Mundial da Internet Segura, pela organização não governamental de defesa dos direitos humanos na internet, SaferNet Brasil, com sede em Salvador (BA).

O levantamento foi feito entre 2.159 alunos na faixa etária de 10 a 17 anos e incluiu 732 educadores do país.

Um dos dados que chamam atenção do estudo, realizado no segundo semestre do ano passado, é a prática do cyberbullying ou intimidação virtual, considerado um dos maiores riscos para os jovens brasileiros conectados à rede.

Os educadores dizem que 26% deles já souberam de casos envolvendo a prática entre os alunos de sua escola; 99% consideram que a instituição de ensino tem compromisso com a discussão das medidas de segurança on-line; e 67% acreditam que o tema merece trabalhos urgentes de orientação.

Segundo os coordenadores da pesquisa, o objetivo do trabalho foi conhecer as principais vulnerabilidades do públicos da internet e o significado, para as crianças e jovens da chamada geração ‘multimídia on-line’ e seus educadores, de segurança na internet. “

É preciso que todos, em especial os adolescentes, entendam que cyberbullying não é brincadeira. A prática pode começar de forma simples, mas, com o tempo, pode ganhar proporções e agressividade até chegar à Justiça.

No caso de adolescentes, os pais terão que responder civilmente. Se a prática partir de pessoas maiores de idade, a atitude configura calúnia e difamação”, diz o diretor de Prevenção da SaferNet Brasil, Rodrigo Nejm.

Briga judicial
Ações na Justiça é que não faltam. Em 2007, conforme foi documentado pelo Estado de Minas, um universitário de BH foi condenado, pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 3,5 mil, a seu colega de turma, então com 27 anos.

Criador de uma comunidade no site de relacionamentos Orkut, o agressor publicara foto da vítima e texto ofensivo, “zombando de sua aparência e comparando-o a um extraterrestre”.

De acordo com o processo, iniciado em novembro de 2005, o aluno soube que sua imagem estava na internet pelos demais estudantes.

A pesquisa da ONG SaferNet Brasil mostra um lado além da intimidação virtual. Um dos pontos que mais surpreenderam foi sobre os relacionamentos dos jovens.

 Entre os alunos entrevistados, 12% já namoraram, ao menos, uma vez pela internet e 11% já publicaram fotos pessoais íntimas ou em poses sensuais.

Além disso, 69% têm ao menos um amigo virtual, que conheceu pela rede, sendo que 32% têm mais de 30 amigos desse tipo.

Segundo a coordenadora da Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Estadual, Vanessa Fusco Nogueira Simões, que também é especializada em cyberbullying, “pela internet, o potencial de disseminar atos ilícitos é infinitamente maior e ainda há o requinte do anonimato propiciado pela tecnologia”.

Ela destaca que perfis em sites de relacionamento com a foto e dados da pessoa servem de munição para os agressores.

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