Menu
SADER_FULL
sábado, 8 de maio de 2021
Busca
Brasil

Alimentos probióticos e prebióticos ajudam no tratamento de câncer

10 Set 2010 - 18h15Por Agência Notícia

O câncer colon-retal é o terceiro mais prevalente atualmente. Segundo Fabiana Denipote, Erasmo Benício Trindade e Roberto Carlos Burini, seu tratamento ainda está associado a elevado risco de complicações, sendo necessário, assim, a elaboração de novas estratégias. No estudo, “Probióticos e probióticos na atenção primária ao câncer de cólon“, os pesquisadores dizem que a ingestão de alimentos probióticos, prebióticos ou a combinação de ambos – os simbióticos – representa uma nova opção terapêutica para o problema. A pesquisa foi publicada este ano nos Arquivos de Gastroenterologia.  

Os autores explicam que probióticos são microrganismos vivos, que, administrados em quantidades adequadas, trazem benefícios à saúde do hospedeiro. Um exemplo, são os leites fermentados. Já os prebióticos são ingredientes nutricionais não digeríveis que funcionam como o "alimento" das bactérias probióticas, estimulando seletivamente o seu crescimento e atividade. Os prebióticos podem ser obtidos, por exemplo, através de sementes e raízes de alguns vegetais como a chicória, cebola, alho e alcachofra. Da interação dos dois, surgem os alimentos simbióticos, mostra a pesquisa.  

“Alguns mecanismos explicam como as bactérias contribuem para a causa do câncer de cólon e reto, sendo um deles a presença de alterações na microflora intestinal, que facilitam o desenvolvimento de processos inflamatórios. Outro fator contribuinte é a promoção da ativação de componentes carcinogênicos e a produção de compostos mutagênicos, como os radicais livres”, explicam.

Segundo os pesquisadores, o consumo de alimentos probióticos, prebióticos e simbióticos pode, então, oferecer algum efeito protetor contra esses problemas. “Pressupõe-se que microorganismos selecionados seriam capazes de proteger o hospedeiro contra atividades carcinogênicas, através de três mecanismos:

1- Os probióticos seriam capazes de inibir as bactérias responsáveis por converter substâncias pré-carcinogênicas (como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e nitrosaminas) em carcinogênicas; 2- Estudos em animais de laboratório têm demonstrado que alguns probióticos inibem diretamente a formação de células tumorais; 3- Algumas bactérias da flora intestinal têm mostrado capacidade de ligação e/ou inativação carcinogênica”, explicam.  

Para eles, possuir um conjunto saudável de microorganismos habitando o intestino é importante, pois resulta em um correto desempenho das funções fisiológicas do hospedeiro e propicia melhor qualidade de vida aos indivíduos. “No entanto, ainda é baixo o número de indivíduos que cumprem com essa recomendação, sendo os profissionais de saúde responsáveis por manter e disseminar conhecimentos atualizados sobre o tema e colocar em prática seu uso”, criticam.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada
TERROR NA CRECHE
Sob forte emoção moradores de Saudades realizam velório coletivo das vítimas do ataque à creche
CHEGANDO FORTE
Frio chega com força e provoca geada no Sul
TERROR EM CRECHE
Jovem invade escola e mata três crianças e duas funcionárias
PÉSSIMA PROJEÇÃO
Covid-19: Brasil deve alcançar 575 mil mortes em 1º de agosto, diz instituto
SONHO INTERROMPIDO
Jovem perde noivo para a Covid-19 no dia do casamento: 'Nossos sonhos ficaram para trás'
PANDEMIA CORONAVIRUS
Triste número: Brasil ultrapassa 400 mil mortes por Covid-19
REVOLTA
Pastor zomba da fé dos indígenas Trukás que revoltados quebram templo em construção; veja o vídeo