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Brasil

Alceu Valença elogia o Festival e declara seu amor a Corumbá

20 Set 2004 - 14h59
O cantor pernambucano Alceu Valença, que se apresentou ontem à noite no pavilhão instalado no porto-geral, no terceiro dia do Festival América do Sul, elogiou o Governo do Estado em promover o evento, que considerou “fantástico”, e declarou seu amor a Corumbá, cidade que o encantou. Durante seu show, que durou 90 minutos, Valença fez uma declaração sobre o festival.

“Este festival é maravilhoso e estou feliz de estar aqui nessa cidade linda, com esse porto que nos inspira muito”, disse o artista, que contagiou o público estimado pela organização do festival em cinco mil pessoas. “O festival da América do Sul é uma oportunidade ímpar para tratarmos de nossa identidade, exercitar a nossa brasilidade, abrir os corações para o mundo”, disse ele.

Valença criticou a música enlatada, afirmando que no Brasil ocorre uma avalanche de coisas americanizadas, não que considere ruim a música produzida nos Estados Unidos e Europa. “Mas temos que valorizar o que é nosso, tratar da alma sul-americana, dessa diversidade cultural que está aí”, observou. “Por isso, acho esse festival fantástico. Está de parabéns o Governo de Mato Grosso do Sul”.

No show, Alceu Valença mostrou toda sua energia e versatilidade, apresentando uma coletânea de seus grandes sucessos, como Estação da Luz (1985), Tropiacana (1982), Coração Bobo (1980), Quando Eu Olho Para o Mar (1981) e Como Dois Animais (1982). Fez o público cantar e dançar ao ritmo frenético do frevo, passando por ritmos como xote, toada e o baião de Luís Gonzaga.

Valença entrou no palco de chapéu preto e apontando o gesto da paz, levando o público ao delírio com a antológica Estação da Luz: “Lá vem chegando o verão/No trem da estação da luz/É um pintor passageiro/Colorindo o mundo inteiro/Derramando seus azuis”. Interagindo com o público, sempre brincalhão com suas caretas e gestos exagerados, improvisou, fez alguns repentes e provou porque é considerado um dos artistas brasileiros mais versáteis.

“Vou voltar” – Depois do seu breve discurso para fala do festival, Alceu Valença brincou, dando a entender que estava despedindo-se do palco. Mas, voltou ao microfone: “Alceu, Alceu não vai embora/ Fique aqui um pouquinho pra cantar...”. Como o clima estava muito quente – o sistema de ar refrigerado não suportou a alta temperatura, que durante o dia chegou a 40 graus -, o cantor enrolou a tolha que enxugava o rosto na cabeça.

A platéia não parou um minuto nas arquibancadas e no chão, onde ficaram mais os jovens. Muitos casais dançavam, outros namoravam. Quando Valença finalmente encerrou o show, o público permaneceu no pavilhão pedindo sua volta ao palco. E, claro, ele voltou em grande estilo. Disse que cantaria uma música inédita – “Copacabana”, que compôs há seis anos –, que fala do mar, e emendou com “Marinheiro Só”, de Caetano Veloso.

Quando o público cantou um dos refrões de “Copacabana”, Alceu se admirou: “Êta povo afinado, esse de Corumbá!”. E de volta a seus repentes, com a banda segurando bem seus improvisos, Alceu Valença citou novamente o festival e deu seus adeus cantando: “qualquer dia eu vou voltar”. Foi um dos melhores shows até agora do Festival da América, que hoje promete público recorde com Jorge Aragão.
 
 
Agência Popular

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