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Brasil

Aftosa: Brasil e Paraguai terão mesmo período para vacinação

25 Ago 2004 - 14h35

Um acordo conjunto e unificado foi acertado hoje (24) entre as autoridades brasileiras e paraguaias quanto à vacinação do rebanho dos dois países. A Senacsa – órgão de defesa animal e vegetal do Paraguai – e a Iagro vão vacinar os rebanhos contra a Febre Aftosa no mesmo período. Esse pedido já é antigo, conforme informou o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Léo Brito, que participou da reunião na Associação Rural do Paraguai, em Pedro Juan Caballero.

 

O Paraguai acertará a agenda de vacinação deles conforme a brasileira, que é feita em fevereiro (para animais até 12 meses), maio (animais até 24 meses) e novembro (todo rebanho vale para o Planalto). Além dessa medida, tanto o órgão de defesa sanitário do Paraguai quanto o do Brasil intensificarão a fiscalização 50 quilômetros a dentro de cada país. O governo brasileira não precisará do exército para proteger suas fronteiras, a Senacsa e a Iagro farão essas fiscalizações.

 

Para o presidente da Famasul, a reunião teve um resultado positivo. O acordo feito hoje entre os dois países será permanente. “Não podemos aceitar cerca de 600 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai e ter dúvidas quanto a sanidade do rebanho”, comentou Brito. Ele diz ainda que essas dúvidas em relação a sanidade do rebanho paraguaios traz prejuízos para os dois países. “Os produtores do Paraguai já estão cientes do quanto eles estão perdendo todos os anos. Enquanto os produtores brasileiros recebem em média R$ 60,00 pela arroba do boi, os produtores paraguaios recebem R$ 49,00”, explica o presidente da Famasul, informando que foi até o Paraguai para defender os produtores sul-mato-grossense.

 

Durante a reunião com o ministro da agricultura paraguaio, Antônio Ibañez, o diretor do Centro Panamericano de Defesa da Febre Aftosa, Eduardo Correa Mello, o representantes de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Caetano, o delegado Federal da Agricultura, José Antônio Roldão, o presidente do Fórum da Pecuária de Corte da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Antenor Nogueira, o representante do Conselho Nacional da Pecuária de Corte do Mapa, Sebastião Guedes, o representante do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Animal), Emílio Salami e o secretário de Defesa do Mapa, Maçao Tadano, Brito frisou que estará apoiando o acordo através de capacitação. “O Senar AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) irá oferecer cursos de sanidade para os trabalhadores rurais paraguaios enquanto a Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural) fará cursos para os produtores rurais do País vizinho”, frisou.

 

Famasul

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