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Aborto é falsa e ilusória defesa dos direitos humanos, diz Papa

28 Out 2010 - 16h22Por Canção Nova

Bento XVI recebeu os bispos do Regional Nordeste 5 às 11h (em Roma - 7h no horário de Brasília) da manhã desta quinta-feira, 28, por ocasião da visita ad limina.

O Papa expressou uma firme condenação às estratégias políticas que tentam apresentar o aborto como direito humano.

"Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural.

Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases".

A indicação do Papa está inserida na temática central do discurso, que girou em torno da missão da Igreja de fermentar a sociedade com o Evangelho, através do qual "ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina", afirmou.

O Santo Padre também defendeu o dever de os bispos emitirem juízo moral também em matérias políticas quando "os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem".

No entanto, ressaltou que "o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos. [...] O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato".

A necessidade de melhor auxiliar a formação dos fiéis leigos no seu compromisso cristão e sócio-político foi salientada, de modo especial no que diz respeito ao bom uso do direito do voto.

"Isto significa também que, em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum. [...] Neste ponto, política e fé se tocam", expressou.

Deus na sociedade

Bento XVI disse que uma sociedade pode ser construída apenas "respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana".

Nesse sentido, defendeu que Deus deve encontrar lugar nas dimensões da esfera pública, em particular através da educação religiosa e ensino confessional e plural da religião também na escola estatal.

"Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito.

Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história".

O Bispo Emérito de Viana (MA), Dom Xavier Gilles de Maupeou d Ableiges, fez o discurso de saudação ao Papa em nome do episcopado.

O Pontífice, por sua vez, agradeceu o zelo e dedicação dos bispos, indicando os grandes problemas de caráter religioso e pastoral. "O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança", disse

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