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PROTESTO

80% dos médicos de MS protestam contra planos de saúde

Sala de espera para consultas e exames fica vazia durante todo o dia de ontem

8 Abr 2011 - 06h25Por Diário MS

Em Mato Grosso do Sul, 80% dos médicos pararam de atender pelos planos de saúde ontem. A medida foi para pressionar as operadoras a negociar os valores pagos aos profissionais pelas consultas e exames. Hoje, o atendimento deve voltar ao normal nos hospitais e consultórios.
Durante a manifestação, as cadeiras de espera dos hospitais particulares de Dourados ficaram vazias. No do convênio Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul), que também atende outros planos de saúde, as cadeiras de espera para consultas e exames ficaram praticamente o dia todo vazias. Nenhum agendamento particular foi feito. O mesmo aconteceu com o Hospital Evangélico, onde o movimento foi fraco o dia todo.
Somente os casos de urgência e emergência foram feitos através de todos os planos de saúde, em todos os hospitais. O Santa Rita foi o único dos particulares a fazer todos os atendimentos pela Unimed, por conta de um acordo firmado com o convênio, que fez reajuste no valor repassado aos médicos no começo do ano. Os demais planos também tiveram parte dos atendimentos suspenso, como nos demais hospitais. Alguns consultórios também aderiram à paralisação e fizeram somente atendimento particular.

Consumido

Houve casos de usuários que foram até os hospitais e consultórios e não conseguiram fazer os procedimentos. De acordo com o diretor-presidente do Procon (Programa Municipal de Defesa do Consumidor), Rozemar Mattos de Souza, aqueles que se sentiram lesados podem procurar o órgão para fazer a queixa. “O consumidor é o mais prejudicado, se ele paga pelo serviço tem que receber. Mas, não podemos fazer nada sem que ele faça a reclamação”, acredita Souza. O diretor ainda informa que, em alguns casos, se o usuário comprovar que precisou fazer atendimento particular, ainda que tenha plano de saúde, pode ser ressarcido pelo convênio; o mesmo vale se ele tinha consulta marcada e quando chegou ao local não foi atendido. No município, a estimativa da Associação Médica da Grande Dourados é de que pelo menos 400 profissionais pararam, e em todo o Estado foram cerca de 3 mil, de acordo com o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina).
Em Campo Grande, os médicos se concentraram na praça do Rádio Clube para a manifestação. Uma entrevista coletiva foi dada à imprensa com os presidentes dos três órgãos representativos do Estado: CRM, Sindicato dos Médicos e Associação Médica do Estadual. Além de uma audiência pública na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para discutir as reivindicações da classe perante os planos de saúde.

Reivindicações

A manifestação foi em todo o país, que tem 347 mil médicos com registros ativos no CFM (Conselho Federal de Medicina), sendo que 160 mil desses atuam na saúde suplementar. Eles recebem dos planos de R$ 25 a R$ 40 em média por consulta, sendo que o ideal considerado pelo órgão seria de R$ 80, por conta dos impostos que incidem ainda sobre essa tarifa. Uma consulta particular, em Dourados, custa entre R$ 150 e R$ 200.
No Brasil existem 1.044 operadoras que movimentaram em 2009 R$ 64,2 bilhões e a estimativa do CFM é de que este valor teve crescimento, chegando à R$ 70 bilhões em 2010. “Nós vemos crescer a arrecadação dos planos, o que não é repassado aos médicos e aumenta o valor cobrado dos usuários”, disse Jorge Luiz Baldasso, vice-presidente da Associação Médica de Dourados.
Pelo menos 24% dos brasileiros (45,5 milhões) têm planos de assistência médica. “Nós orientamos para que eles busquem planos que remunerem bem os médicos, porque se não eles podem acabar se descredenciando e os usuários interrompendo tratamentos no futuro”, disse Baldasso. De acordo com o CFM, cada usuário de plano de saúde vai pelo menos cinco vezes por ano no médico.

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