Menu
SADER_FULL
quinta, 13 de maio de 2021
Busca
Brasil

64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo

15 Jun 2010 - 05h17Por G1

Jovens da Região Norte são as que desejam os menores padrões ideais. Quase dois terços das universitárias brasileiras não estão satisfeitas com seu corpo.

A conclusão é de pesquisa que avaliou 2.402 alunas – todas da área da saúde – de 37 instituições das cinco regiões do país.

Quase metade das entrevistadas com peso ideal também gostaria de ser mais magra. O trabalho ouviu alunas do 1º e 2º anos dos cursos de enfermagem (59% do total), psicologia (15%), farmácia (12%), fisioterapia (9%), biomedicina (2%) e fonoaudiologia (1%).

A avaliação da satisfação corporal foi feita por meio da escala de silhuetas de Stunkard, uma ferramenta consagrada em pesquisas da área que traz nove figuras retratando formas corporais diferentes (entenda o passo a passo do estudo no infográfico abaixo).

Os formulários – e dados de idade, peso e estatura – foram preenchidos pelas próprias alunas em sala de aula.

Do total nacional, 64,4% das universitárias desejavam ser mais magras. Mesmo entre as eutróficas (com índice de massa corporal adequado), 47,8% escolheram figuras menores do que a figura que, em sua opinião, melhor representava seu corpo atual. Curiosamente, as estudantes escolheram como saudáveis figuras maiores que as ideais.

Diferenças regionais

Para a figura ideal, as estudantes do Norte escolheram as menores e as do Centro-Oeste, as maiores.

A maior diferença entre as figuras atual e ideal foi encontrada no Norte e a menor, no Centro-Oeste.
“Não esperávamos verificar essa discrepância maior no Norte. Nossa primeira hipótese é que fosse pior em São Paulo e no Rio”, disse ao G1 Marle Alvarenga, nutricionista da Universidade de São Paulo.

A pesquisa foi conduzida por Marle e por Sonia Philippi, Barbara Lourenço, Priscila Sato e Fernanda Scagliusi, especialistas da USP (Instituto de Psiquiatria e Faculdade de Saúde Pública) e da Universidade Federal de São Paulo (Departamento de Ciências da Saúde, campus Baixada Santista).

No caso de Natália Chaves, estudante de Relações Públicas na PUC de Campinas (SP) com 22 anos, 1,63 de altura e 65 quilos, a vontade de mudar começou cedo, aos 17 anos. “Eu era magrelinha, engordei 18 quilos, perdi peso, mas nunca voltei ao que era antes. Hoje em dia eu tento emagrecer por estética e por saúde. Sou nova e tenho colesterol alto”, conta.

“O meu ideal de peso seria uns 12 quilos abaixo. Não é uma pressão dos outros. É uma pressão minha. Meu marido não acha que eu deva perder muito peso.”

A universitária não vê sua preocupação como algo incomum. “Se você pegar 90 meninas da minha sala, todas lindas, todas vão querer mudar alguma coisa no corpo. Eu não sou gorda. Mas há muitas amigas minhas que eu adoraria ter a barriga de uma, a perna de outra, o cabelo de outra. As comparações são inevitáveis.”

Deixe seu Comentário

Leia Também

SONHO INTERROMPIDO
Agente educacional morta em ataque a creche em Saudades queria fazer intercâmbio no Canadá
PESQUISA PRESIDENCIAL
Datafolha mostra Lula disparado na corrida eleitoral
NOVA INFECÇÃO
Covid-19: após 3 semanas de queda, casos de coronavírus avançam no Brasil puxados por 9 Estados
TRISTEZA NA FAMILIA
Seis pessoas da mesma familia morrem vítimas da Covid-19
NOVAS REGRAS
WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio
FAMOSIDADES
Pai da campeã do 'BBB 21' Juliette vive em casinha de barro na Paraíba
CACHAÇA
Jovem enfia garrafa no ânus durante bebedeira e vai parar no hospital
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada