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25% das crianças sofrem de falta de sono

22 Mar 2011 - 05h18Por IG

As crianças precisam de disciplina para ir bem na escola e ter uma alimentação saudável – todos sabem disso. Mas poucos pais dão a devida atenção ao sono. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM, na sigla em inglês), 25% das crianças dormem menos do que deveriam. Problemas nesta área podem afetar tanto o rendimento escolar quanto a alimentação. E não são só estes os malefícios da falta de horas bem dormidas: de acordo com Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, a criança que dorme menos que o ideal pode sofrer até mesmo um déficit de crescimento. “O hormônio de crescimento é liberado durante o sono, então este é um assunto que deve ser levado a sério”, explica.

À medida que envelhecemos, é comum dormirmos menos, sem causar impacto no rendimento das atividades do dia a dia. Mas durante a infância e adolescência, o sono é mais importante. De acordo com um estudo realizado pela renomada Universidade de Harvard e publicado na revista norte-americana Time, crianças de seis meses a três anos que dormem menos de 12 horas por dia têm o dobro de chances de ter sobrepeso já aos três anos de idade, se comparados aos que dormem tempo suficiente – incluindo cochilos.

Conforme a criança cresce, os problemas mudam de foco. A psicóloga Alice Gregory, da Universidade de Londres, na Inglaterra, acompanhou 2.076 crianças durante 14 anos, dos quatro aos 16 anos de idade. As que dormiam menos de dez horas por dia estavam mais propícias a sofrer de altos níveis de ansiedade, depressão e agressão. E a conta das horas de sono perdidas era cobrada mais tarde: dos 18 aos 32 anos. Por isso cabe aos pais criar bons hábitos de sono em seus filhos desde pequenos.

A missão começa por ensiná-los a dormir sozinhos. Dormir com os pais é inadequado até porque pode acabar atrapalhando a vida conjugal. Mas não só isso garante um sono de qualidade. De acordo com a neuropediatra Márcia Pradella, coordenadora do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp, a criança começa a conciliar o sono no período noturno entre o terceiro e quinto mês de vida, quando começa a produzir a melatonina. O hormônio avisa ao organismo que chegou a hora de dormir. A partir deste momento, os pais já podem criar um ritual para a hora do sono.

Quando as crianças ainda estão no período da amamentação e a mãe amamenta antes de dormir, pode-se colocar o bebê no berço e cantar sempre uma mesma musiquinha enquanto ele está pegando no sono. “Já por volta dos seis ou oito meses, ela pode ter também um amiguinho de dormir. Pode ser um bichinho ou um cobertorzinho”, sugere Márcia. “Isso vai acalmar a criança durante o sono”, completa.

O ritual de dormir deve durar de 15 a 30 minutos, no máximo. “Os pais podem e devem sair do quarto, quer a criança tenha dormido ou não”, diz a neuropediatra. Assim, ela aprende a pegar no sono por si mesma. Quando estiver por volta dos sete ou oito anos, ela pode fazer o ritual sozinha, acompanhada de um livrinho, por exemplo. “Mas o mais importante é manter horários regulares”, afirma.

Quando a criança é pequena, a recomendação é colocá-la na cama por volta das 20 horas. Durante a idade escolar, o horário sobe para as 21 horas. Como as crianças têm necessidade de dormir bastante, as regras estabelecidas devem ser seguidas à risca. Estabelecer a rotina nem sempre será um mar de rosas. Mas, se o filho fizer birra na hora de dormir, os pais devem insistir. “É preciso encorajar a criança a dormir sozinha”, diz Rosa.

Para um bom período de sono, o ambiente deve corresponder. Pijama confortável, ambiente com menos iluminação e distância de telefones, televisores e computadores são recomendados.

E, para saber se os pequenos estão dormindo bem, os pais devem reparar em possíveis alterações de humor e comportamento. “Se a criança anda briguenta, emburrada, com olheiras, vive de boca aberta, então quer dizer que o sono dela não está bom”, aponta Márcia. Saber se ela está ou não acompanhando os coleguinhas da escola nos estudos é essencial.

Distúrbios do sono mais sérios, como o sonambulismo, o terror noturno e a enurese infantil, podem atrapalhar a qualidade do descanso. Se estes problemas existirem, é preciso procurar um especialista. Na área do sono, os ponteiros da família devem estar bem ajustados. De acordo com a coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, tanto o excesso como a falta dele trazem muito mais males do que se imagina. “Quem dorme mal, vive menos”, afirma Rosa.
 

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