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TURISMO

Conheça as cachoeiras e trilhas com sítios arqueológicos de Rio Verde

Município fica próximo de Campo Grande

6 Nov 2019 - 14h27Por NAIANE MESQUITA

Rios e cachoeiras capazes de acalmar o coração e uma vista exuberante são apenas algumas das atrações da cidade de Rio Verde de Mato Grosso, distante 202 km de Campo Grande. O município fica em Mato Grosso do Sul, apesar do nome, e tem diversas opções para quem busca a tranquilidade do ecoturismo. 

Rio Verde já foi conhecido pelos balneários e as quedas d’água presentes em diversas propriedades, mas, além do comum, há um movimento que busca valorizar o ecoturismo na região. 

Na cidade, é possível desfrutar de uma acomodação alternativa, acampar e até realizar trilhas com direito a sítios arqueológicos pelo caminho. 

No Sítio Passarim, por exemplo, há cachoeira e rio, além de uma rede, na qual é possível descansar e apenas sentir a água correr. 

“Em 2011, meu pai começou com a ideia de querer abrir o sítio para visitantes. Eu também já estava com a ideia de mudar de área, já estava irritado com a área de comunicação e marketing, trabalhando em Campo Grande, e eu vi uma janela de oportunidade e pulei”, explica Rafael Arruda, que ao lado do pai gerencia o Sítio Passarim. 

O local investiu em bioconstruções feitas de barro e outros materiais sustentáveis. Para viabilizar o projeto, foi criado um sistema de troca, em que o visitante trabalha e pode curtir o sítio gratuitamente. “Ainda fazemos as semanas de troca, não é tanto como era no começo, agora diminuímos o tempo em uma semana e com sete pessoas no máximo”, ressalta. 
O local realiza alguns eventos, como no fim do ano, mas prioriza o sossego em vez da badalação. 

 Em alta temporada, o preço para a hospedagem é de R$ 40,00 (camping), R$ 60,00 (por pessoa em quarto coletivo), R$ 200,00 (quarto de casal) e R$ 250,00 (quarto de família). 

Fazenda Igrejinha tem trilhas que levam a mirantes, riachos e desenhos rupestres

TRILHAS

Outro local que preza pelo sossego e se distancia dos tradicionais balneários é a Fazenda Igrejinha. 

O proprietário, Beto Roque, é um apaixonado pela região e faz questão de contar a história durante o trajeto das trilhas disponíveis no local. “A igrejinha está aberta para visitação desde 2003, sempre com o foco no ecoturismo. Nós contratamos biólogos e abrimos uma trilha de 5 km, que passa pelo alto da serra. A beleza é incomparável porque estamos em um grande mirante”, explica Beto. 

Além das belezas naturais do mirante e do riacho que passa na fazenda, o local tem desenhos rupestres. “Nós temos sete sítios arqueológicos, que não me pertencem, mas eu sou o zelador”, brinca. 

Segundo Roque, os desenhos devem ter em média cerca de 10 mil anos. “Não sei precisar por que não houve uma escavação e nem  exames com datação de carbono, mas um especialista nos visitou e, baseado em desenhos encontrados na região e nos quais foi realizada a datação, a estimativa é de 10 mil anos, feitos por caçadores coletores da época”, indica Roque. 

Igrejinha: Experiência inclui natureza e a vida no campo

Na Fazenda Igrejinha, é possível curtir o day use pelo valor de R$ 135, que inclui almoço e trilha que passa pelo riacho guariroba. Quem quiser apenas a trilha pode investir R$ 65 no passeio. Outra opção é acampar e levar a própria comida. Nesse caso, o preço é de R$ 55,00 por pessoa. 

Um diferencial, segundo Beto, é uma kombi no estilo motorhome, especial para casais. Por fim, a  hospedagem completa, com café da manhã, almoço e jantar, sai por R$ 230,00 por pessoa. 

“Aqui é um lugar de paz, de privacidade, não é permitido som alto em carros. O local é para se conectar com a natureza”, explica Roque. 

MUDANÇAS

Segundo Roque, o ecoturismo está crescendo em Rio Verde. “Eu sinto uma mudança, principalmente eu que estou há muito tempo insistindo na atividade. As pessoas estão vindo pela segunda e pela terceira vez, em busca da natureza. Rio Verde acaba sendo uma excelente opção para o público regional, que busca natureza e preço acessível”, explica. 

Para Rafael, do Sítio Passarim, não surgiram novos empresários, mas ocorreu uma movimentação para atrair turistas e profissionalizar o trabalho, inclusive para a nova geração que acompanhou o trabalho dos pais nos últimos anos. “A gente percebeu que cresceu a confiança dos proprietários e empresários pelas mídias que estavam sendo publicadas sobre o turismo no município. Em cada reunião de empresários que a gente ia, o sítio era sempre procurado no fim, me perguntavam o que eu fazia para chamar tanto público. Sem querer, viramos uma referência”, frisa.

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